Já que estamos em época de Natal, essa coisa linda e maravilhosa, aqui vai uma dica de música sensacional:
Luis Bordon - A Harpa e a Cristandade
O arquivo é um RAR, que é a mesma coisa que um ZIP, só que melhor. Vocês vão precisar do WinRAR para descompactá-lo.
O disclaimer é o de sempre: é só um link, não estou hospedando nada, não fui eu quem subiu o arquivo, eu podia deixar um link pro google e estou só facilitando as coisas, etc., etc., então divirtam-se, gravem o CD, feliz Natal pra todo mundo e é isso.
(Sugestão de texto para ser lido durante a primeira música, de preferência quando todo mundo já estiver alcoolizado: "E aproveite você também a promoção-relâmpago das Lojas Americanas: Tintura Koleston, de R$ 17,90 por R$ 14,90, só R$ 14,90, aproveite que é só nos próximos 15 minutos". Baixem que vocês vão entender. Obrigado, Juliano, pela sugestão.)
23.12.07
22.12.07
(deu merda)
ok, tem 50% de chance de ter dado merda... merda bonita...
"and wait for the ricochet.... uuuuhhh uuuuh uuuuuhhh aaaaaaahh aaaaah aaaahhh"...
(Deep purple - child in time)
não queiram saber o que foi...
Sorte que a troca do disjuntor (de 400 A) hoje foi calma.
Como eu sou amigo da Fran, e estou praticamente fazendo um investimento a longo prazo (ela vai me cuidar quando eu surtar), aqui vai uma CLARA EVIDÊNCIA de que as coisas não andam bem...
Mais um post-emo do cacete. Saco.
"and wait for the ricochet.... uuuuhhh uuuuh uuuuuhhh aaaaaaahh aaaaah aaaahhh"...
(Deep purple - child in time)
não queiram saber o que foi...
Sorte que a troca do disjuntor (de 400 A) hoje foi calma.
Como eu sou amigo da Fran, e estou praticamente fazendo um investimento a longo prazo (ela vai me cuidar quando eu surtar), aqui vai uma CLARA EVIDÊNCIA de que as coisas não andam bem...
Fran diz (21:10):Segunda-feira passada usei meus poderes de bruxaria pra tranqüilizar as coisas pro meu lado. Funcionou na hora, mas eu tenho que reprogramar umas sinapses pra funcionar pra sempre.
já escutaste regina spektor?
Bruno diz (21:10):
não
(.......)
Fran diz (21:10):
ela é maravilhosa
Bruno diz (21:11):
romance? informação? que tipo de livro?
(.......)
Fran diz (21:11):
leste a palavra ESCUTASTE?
Fran diz (21:11):
hahaha
Bruno diz (21:11):
aaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Mais um post-emo do cacete. Saco.
17.12.07
Theremin
Eu, que gosto dessas coisas anormais, decidi, faz um mês mais ou menos, que precisava ter um Theremin.
Obviamente a vontade aguda já passou, mas o acontecimento merece o relato.
O Theremin é um dos primeiros instrumentos musicais totalmente eletrônicos, cujo funcionamento é baseado em osciladores e detectores de proximidade.
Foi criado em 1919 pelo inventor russo Léon Theremin (Lev Sergeivich Termen), daí seu nome.
Ele possui duas antenas:
A da direita, vertical, controla a altura ou freqüência do som (mais grave ou mais agudo), sendo que a aproximação da mão deixa o som mais agudo.
A da esquerda, montada na horizontal, controla o volume (mais alto ou mais baixo). encostando-se a mão nesta antena, cessa-se o som.
Poucos músicos e intérpretes usam esse instrumento. Jean Michel Jarre é um deles. Pato fu, Rita Lee e Led Zeppelin também o exploraram algumas vezes. Depois disso, só mesmo essa gente excêntrica que, enfim, after all, não tem muita popularidade.
Uma vez compreendida sua maneira de tocar, as coisas são bem intuitivas, ao contrário do teclado ou piano, que exige uma coordenação motora superior (superior à minha, claro...), ou do (argh) violão, que não tem nada de muito óbvio na sua execução.
Pois bem, diante da sua elegante simplicidade, decidi que devia, ao menos, pesquisar seus preços.
Tive uma idéia: Por que não consultar as lojas de instrumentos musicais? Ahaaaa... Mas que idéia genial!!!
ONZE lojas foram consultadas, e os resultados foram lastimáveis. Lembrem-se da minha já consagrada teoria, de que se o vendedor entendesse do que está vendendo, não seria vendedor. (Obviamente, vou omitir nomes de lojas e vendedores.)
LOJA 1:
- Oi, bom dia, estou procurando um instrumento musical, o Theremin. Você tem?
- Ah... eu conheço... mas não vou ter...
Estou com sorte... primeira loja, o cara CONHECE o instrumento, mas não tem. E ainda me recomendou uma outra loja onde poderia ter.
LOJA 2:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Ah, não, amigo, vou ficar te devendo...
- Ah... beleza... mas você conhece esse instrumento?
- Olha... vou ficar te devendo...
Engraçadão... não conhece, né?
LOJA 3:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- (nervosamente) Não... não... não... não... não tenho...
LOJA 4:
- Loja tal, pois não?
- Um vendedor por favor?
(...)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece? (sim, eu usei essa mesma frase bastante, por conter a óbvia armadilha de saber se o cidadão conhece...)
- Não.. não conheço...
- Ele tem duas antenas, e você toca aproximando as mãos dessas antenas... funciona por interferência magnética das mãos... (NÃO É, eu sei, mas isso é a maneira mais fácil de descrever esse negócio para eles... SEM QUERER SUBJUGÁ-LOS, CLARO, mas eu já tava começando a ficar decepcionado/irritado/etc...)
Sim, nesse ponto, eu já estava TAMBÉM testando o conhecimento dos vendedores. Lamentável da minha parte, mas puxa, eu quero um Theremin!!!
LOJA 5:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não... não conheço... peraí um minutinho...
(passou para um vendedor)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Conheço sim, mas não tenho.
UFA... mas não tinha. Deu na mesma.
LOJA 6:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Sobre o que seria?
- Um instrumento musical chamado Theremin...
- Só um pouquinho... (telefone no mudo...) - Ele faz parte de qual instrumento?
(e sabe quando você sente a vista escurecendo?...)
- Ele É o instrumento.
- Só um minutinho, senhor...
- (outra pessoa) Pois não?
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Ahnmnh??
- Duas antenas... proximidade das mãos... campo magnético...
- Olha, senhor, acho que só em São Paulo... já ligou pra lá?
- Ok, eu ligo.
(ãhã!) - :P
LOJA 7:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Só um pouquinho, vou passar pra vendas... (deve ser uma loja de departamentos gigante, com milhares de setores...)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não...
(e mais um mico, descrevendo inutilmente uma excentricidade do gênio humano...)
LOJA 8:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Cara... já ouvi falar, mas não tenho não...
- Hum... e você sabe onde que eu posso conseguir?
- Ah, é um instrumento meio exótico, não vou saber lhe informar...
Gostei dessa. "Exótico". hum...
LOJA 9:
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não senhor, não conheço (com uma honestidade ímpar, que me fez até ficar envergonhado...) e não tenho nem fornecedor.
- Ok, obrigado...
É bom ter mais respeito com as pessoas, sabe?
Mas eu continuo querendo o Theremin.
LOJA 10:
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- (risos) só um... só um minutinho... (com a mão tampando o microfone) Você conhece um instrumento "TEREMÍ"? ... Não, senhor, a gente não conhece... Talvez não com esse nome...
Eu mereço isso???
LOJA 11:
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Qual instrumento que é?
- Theremin
- Só um minutinho, vou te passar pro dsçlfretisd...
- Alô?
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Como?
- The-re-min...
- Como que é esse instrumento?
- (Duas antenas, magnético, proximidade, bla-bla-bla)...
- Peraí, vou te passar pro setor de áudio.
- Alô? Pois não?
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Como?
- The-re-min...
(idem diálogo anterior...)
Tudo bem que o Theremin é excêntrico, mas não é possível que tão poucos vendedores o conheçam. Será que estou exigindo muito???
Uma breve pesquisa na internet me levou ao seguinte site: http://www.theremin.com.br/
Eles fabricam um Theremin com o mesmo circuito elétrico do Moog "Etherwave". A fabricação é semi-artesanal e o custo é de R$ 700,00 em até três vezes.
O custo até não é o maior problema... a questão é que as minhas perspectivas de vida não incluem, nem de longe, um retorno decente para este investimento. E eu tenho um destino bem mais sério pra esse capital todo.
Bem, capacitores, resistores e circuitos integrados (dizem que) são a minha área. Será que eu consigo fabricar um Theremin?
Obviamente a vontade aguda já passou, mas o acontecimento merece o relato.
O Theremin é um dos primeiros instrumentos musicais totalmente eletrônicos, cujo funcionamento é baseado em osciladores e detectores de proximidade.
Foi criado em 1919 pelo inventor russo Léon Theremin (Lev Sergeivich Termen), daí seu nome.
Ele possui duas antenas:
A da direita, vertical, controla a altura ou freqüência do som (mais grave ou mais agudo), sendo que a aproximação da mão deixa o som mais agudo.
A da esquerda, montada na horizontal, controla o volume (mais alto ou mais baixo). encostando-se a mão nesta antena, cessa-se o som.
Poucos músicos e intérpretes usam esse instrumento. Jean Michel Jarre é um deles. Pato fu, Rita Lee e Led Zeppelin também o exploraram algumas vezes. Depois disso, só mesmo essa gente excêntrica que, enfim, after all, não tem muita popularidade.
Uma vez compreendida sua maneira de tocar, as coisas são bem intuitivas, ao contrário do teclado ou piano, que exige uma coordenação motora superior (superior à minha, claro...), ou do (argh) violão, que não tem nada de muito óbvio na sua execução.
Pois bem, diante da sua elegante simplicidade, decidi que devia, ao menos, pesquisar seus preços.
Tive uma idéia: Por que não consultar as lojas de instrumentos musicais? Ahaaaa... Mas que idéia genial!!!
ONZE lojas foram consultadas, e os resultados foram lastimáveis. Lembrem-se da minha já consagrada teoria, de que se o vendedor entendesse do que está vendendo, não seria vendedor. (Obviamente, vou omitir nomes de lojas e vendedores.)
LOJA 1:
- Oi, bom dia, estou procurando um instrumento musical, o Theremin. Você tem?
- Ah... eu conheço... mas não vou ter...
Estou com sorte... primeira loja, o cara CONHECE o instrumento, mas não tem. E ainda me recomendou uma outra loja onde poderia ter.
LOJA 2:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Ah, não, amigo, vou ficar te devendo...
- Ah... beleza... mas você conhece esse instrumento?
- Olha... vou ficar te devendo...
Engraçadão... não conhece, né?
LOJA 3:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- (nervosamente) Não... não... não... não... não tenho...
LOJA 4:
- Loja tal, pois não?
- Um vendedor por favor?
(...)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece? (sim, eu usei essa mesma frase bastante, por conter a óbvia armadilha de saber se o cidadão conhece...)
- Não.. não conheço...
- Ele tem duas antenas, e você toca aproximando as mãos dessas antenas... funciona por interferência magnética das mãos... (NÃO É, eu sei, mas isso é a maneira mais fácil de descrever esse negócio para eles... SEM QUERER SUBJUGÁ-LOS, CLARO, mas eu já tava começando a ficar decepcionado/irritado/etc...)
Sim, nesse ponto, eu já estava TAMBÉM testando o conhecimento dos vendedores. Lamentável da minha parte, mas puxa, eu quero um Theremin!!!
LOJA 5:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não... não conheço... peraí um minutinho...
(passou para um vendedor)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Conheço sim, mas não tenho.
UFA... mas não tinha. Deu na mesma.
LOJA 6:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Sobre o que seria?
- Um instrumento musical chamado Theremin...
- Só um pouquinho... (telefone no mudo...) - Ele faz parte de qual instrumento?
(e sabe quando você sente a vista escurecendo?...)
- Ele É o instrumento.
- Só um minutinho, senhor...
- (outra pessoa) Pois não?
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Ahnmnh??
- Duas antenas... proximidade das mãos... campo magnético...
- Olha, senhor, acho que só em São Paulo... já ligou pra lá?
- Ok, eu ligo.
(ãhã!) - :P
LOJA 7:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Só um pouquinho, vou passar pra vendas... (deve ser uma loja de departamentos gigante, com milhares de setores...)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não...
(e mais um mico, descrevendo inutilmente uma excentricidade do gênio humano...)
LOJA 8:
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Cara... já ouvi falar, mas não tenho não...
- Hum... e você sabe onde que eu posso conseguir?
- Ah, é um instrumento meio exótico, não vou saber lhe informar...
Gostei dessa. "Exótico". hum...
LOJA 9:
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não senhor, não conheço (com uma honestidade ímpar, que me fez até ficar envergonhado...) e não tenho nem fornecedor.
- Ok, obrigado...
É bom ter mais respeito com as pessoas, sabe?
Mas eu continuo querendo o Theremin.
LOJA 10:
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- (risos) só um... só um minutinho... (com a mão tampando o microfone) Você conhece um instrumento "TEREMÍ"? ... Não, senhor, a gente não conhece... Talvez não com esse nome...
Eu mereço isso???
LOJA 11:
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Qual instrumento que é?
- Theremin
- Só um minutinho, vou te passar pro dsçlfretisd...
- Alô?
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Como?
- The-re-min...
- Como que é esse instrumento?
- (Duas antenas, magnético, proximidade, bla-bla-bla)...
- Peraí, vou te passar pro setor de áudio.
- Alô? Pois não?
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Como?
- The-re-min...
(idem diálogo anterior...)
Tudo bem que o Theremin é excêntrico, mas não é possível que tão poucos vendedores o conheçam. Será que estou exigindo muito???
Uma breve pesquisa na internet me levou ao seguinte site: http://www.theremin.com.br/
Eles fabricam um Theremin com o mesmo circuito elétrico do Moog "Etherwave". A fabricação é semi-artesanal e o custo é de R$ 700,00 em até três vezes.
O custo até não é o maior problema... a questão é que as minhas perspectivas de vida não incluem, nem de longe, um retorno decente para este investimento. E eu tenho um destino bem mais sério pra esse capital todo.
Bem, capacitores, resistores e circuitos integrados (dizem que) são a minha área. Será que eu consigo fabricar um Theremin?
14.12.07
sonhando acordado? ou simplesmente sonhando?
Hoje foi incrível.
Estava eu na cantina comendo alguma coisa quando, nessas discussões sobre dormir tarde (vide post anterior) um colega me pergunta: "Você acreditaria se eu te dissesse que nós estamos sonhando agora?"
Por um momento pensei que fosse verdade.
Foi, de longe, a pior viagem do mundo.
Pensei em tudo.
Tipo, imagine se fosse verdade...
Mas era verdade. Eu podia perfeitamente (ok, segurem as gargalhadas...) estar sonhando, e não ter me dado conta até aquele momento.
Um ataque de pânico. Um medo indizível (dos fantasmas, aqueeeeles hehehe), tentei me lembrar de que eu havia acordado cedo, dirigido até o trabalho, dito bom-dia pra recepcionista... mas quando eu me lembrei de que eu pensei, no caminho, que eu já estava fazendo aquilo tudo automaticamente, como quando a gente sonha, aí eu me desesperei.
Me convenci de que eu estava sonhando (ou projetado, desdobrado, como queiram), tentei sair voando, tentei me teleportar, tentei conversar telepaticamente com eles, mas nada disso deu certo. Não que isso tenha aliviado as coisas... mas evitou uma piora.
(Na verdade, eu não consegui por um simples condicionamento... a gente acha que tá acordado e daí não consegue, sabia?)
Obter a autoconsciência durante uma projeção é algo difícil. Mas quantas vezes temos essa percepção enquanto estamos acordados?
Se bem que, de que adianta, se hoje, quando eu me autoconscientizei, não tinha nenhuma maneira de saber se eu estava dormindo ou acordado?
As coisas estão muito confusas... vamos parar com isso. Tenham todos um bom dia, daqui a pouco.
Estava eu na cantina comendo alguma coisa quando, nessas discussões sobre dormir tarde (vide post anterior) um colega me pergunta: "Você acreditaria se eu te dissesse que nós estamos sonhando agora?"
Por um momento pensei que fosse verdade.
Foi, de longe, a pior viagem do mundo.
Pensei em tudo.
Tipo, imagine se fosse verdade...
Mas era verdade. Eu podia perfeitamente (ok, segurem as gargalhadas...) estar sonhando, e não ter me dado conta até aquele momento.
Um ataque de pânico. Um medo indizível (dos fantasmas, aqueeeeles hehehe), tentei me lembrar de que eu havia acordado cedo, dirigido até o trabalho, dito bom-dia pra recepcionista... mas quando eu me lembrei de que eu pensei, no caminho, que eu já estava fazendo aquilo tudo automaticamente, como quando a gente sonha, aí eu me desesperei.
Me convenci de que eu estava sonhando (ou projetado, desdobrado, como queiram), tentei sair voando, tentei me teleportar, tentei conversar telepaticamente com eles, mas nada disso deu certo. Não que isso tenha aliviado as coisas... mas evitou uma piora.
(Na verdade, eu não consegui por um simples condicionamento... a gente acha que tá acordado e daí não consegue, sabia?)
Obter a autoconsciência durante uma projeção é algo difícil. Mas quantas vezes temos essa percepção enquanto estamos acordados?
Se bem que, de que adianta, se hoje, quando eu me autoconscientizei, não tinha nenhuma maneira de saber se eu estava dormindo ou acordado?
As coisas estão muito confusas... vamos parar com isso. Tenham todos um bom dia, daqui a pouco.
(ai)
Pessoas sofisticadas me dão medo. E eu as reconheço pelo olhar. Quanta pretensão, hein?
Mas hoje aconteceu de novo.
Ok, vamos iniciar mais uma daquelas viagens intermináveis a respeito do ser-ou-não-ser-do-ser-humano. Quem não quiser ler, não perca tempo.
--------
Eu não entendo muito de desenvolvimento de software, e não gosto nada de comparar o comportamento humano com um programa de computador. E explicar coisas através de comparações às vezes é bom, mas às vezes é lamentável. Enfim, vamos lá:
O ser humano parece ter nascido com um framework social dentro da cabeça, um conjunto de ferramentas, a maioria de funcionamento inconsciente, que possibilitam sua devida interação social.
(Interação social, por sua vez, foi uma coisa que eu demorei pra aprender. "Aprender" não é bem a palavra... mas como eu não fui exposto suficientemente a outros seres humanos nos primeiros anos de vida, esse desenvolvimento teve que ser feito mais tarde - e bem tortuosamente.)
Mas o framework, bem ou mal, está funcionando. O desenvolvimento tortuoso me trouxe algumas características bem engraçadas. Dizem que a autoconsciência está associada à paranóia (aqui)...
A psicologia transpessoal, ponto nevrálgico para alguns paranóicos, questão tensa e controversa, me fez refletir sobre esse framework, aparentemente dado de graça a nós. Ou fruto da evolução, como queiram.
O framework está intimamente relacionado àquela história de que trocamos mais informações não-verbalmente do que verbalmente (do qual isto parecer ser efeito daquilo).
E hoje foi um dia bastante rico.
Vi pessoas com essa comunicação-meio-invisível bastante evidente. Estavam interagindo bem intensamente. Eram jovens e bonitas. Presumo que não tinham a menor noção disso tudo.
Vi também uma outra pessoa na qual isso parece ser nulo. E que também não tem muita consciência disso.
Interagi também com uma outra pessoinha que parece ter tudo isso meio distorcido. Mal de mulher bonita, sabe... acha que no mundo só tem pessoas boas e gentis.
Interagi, e este é o ponto alto do post, com uma pessoinha com aquele olhar misterioso que me paralisa. Aquele olhar que passa uma sensação de eterno mistério. Algo inalcançável.
Aconteceu outras vezes, e é horrível. É horrível mas é bom.
Essa interação foi subjetiva e inconclusiva. Ficou só nesse "talvez". Ficou só nesse nível inconsciente, mas que às vezes sobe à tona. Mas pode ter sido só uma atração visual.
Olhando de fora, essa coisa toda é algo que me encanta. E trazer essas informações ao consciente, pra mim, é uma verdadeira rasteira na graça de se viver; mas às vezes me traz uma alegria incomensurável.
Vamos abrir um parêntese: Recentemente troquei de óculos. E, claro, não se consegue, nesse mundo, fazer dois óculos iguais. Enfim, foi interessante notar que o processo da visão tem coisas que acontecem meio automaticamente. É como se a presunção de algumas verdades (como "o chão está embaixo", "a parede é aqui do lado", "as coisas estão sobre a mesa e não caem") criasse atalhos de interpretação que liberam o cérebro para outras interpretações de mais alto nível ("alto nível", no sentido de programação de computadores, ok?) E a troca de óculos me obrigou a me acostumar a ver as coisas de uma outra maneira. Quem tem astigmatismo (mas pode ser outra coisa também) freqüentemente relata que, com óculos, o chão fica meio inclinado, o teto fica mais alto/mais baixo, etc. o que obriga a pessoa a se acostumar a tudo isso, ou, reaprender a enxergar. Daqui podíamos ir para a plasticidade neuronial e pra neuróbica, mas aí iríamos nos perder.
De volta à divagação...
Esse framework (isso já tá ficando repetitivo...) parece ser um processo automático, que inclusive dispara reações hormonais (sim, sexo). Bem ao modo desse automatismo de visão aí em cima.
Levanto aqui uma hipótese: A ausência ou distorção desse framework seria a causa de algumas depressões?
Como eu acho que ninguém vai ler até aqui, então eu vou ser mais claro: Tem essa história de que "se o fulano cruza os braços, é por causa disso", "se o beltrano faz assim com a mão, é por causa daquilo". Tem vasta bibliografia sobre isso, a qual eu me recuso a relatar.
Se o framework está funcionando, a pessoa se encaixa socialmente de maneira bem boa, se veste direitinho, interage legal com os outros, se torna uma pessoa sociável e tudo mais... e aí entra Freud e a história da libido, dos desejos e tal. Se o framework não funciona, os hormônios não são liberados, os neurotransmissores não funcionam, e as vontades não se manifestam. E a depressão se manifesta.
Só que, porra, já são 2h40 e eu tenho que dormir URGENTEMENTE.
Amanhã quem sabe eu continuo essa viagem com alguma conclusão decente.
Estou decifrando um enigma começado há uns 5 anos. É uma música. Um compositor, na verdade. E é simplesmente encantador. Mas isso envolve uma pessoa com um certo mistério no olhar, uma incrível sofisticação... vamos parar por aqui.
Mas hoje aconteceu de novo.
Ok, vamos iniciar mais uma daquelas viagens intermináveis a respeito do ser-ou-não-ser-do-ser-humano. Quem não quiser ler, não perca tempo.
--------
Eu não entendo muito de desenvolvimento de software, e não gosto nada de comparar o comportamento humano com um programa de computador. E explicar coisas através de comparações às vezes é bom, mas às vezes é lamentável. Enfim, vamos lá:
O ser humano parece ter nascido com um framework social dentro da cabeça, um conjunto de ferramentas, a maioria de funcionamento inconsciente, que possibilitam sua devida interação social.
(Interação social, por sua vez, foi uma coisa que eu demorei pra aprender. "Aprender" não é bem a palavra... mas como eu não fui exposto suficientemente a outros seres humanos nos primeiros anos de vida, esse desenvolvimento teve que ser feito mais tarde - e bem tortuosamente.)
Mas o framework, bem ou mal, está funcionando. O desenvolvimento tortuoso me trouxe algumas características bem engraçadas. Dizem que a autoconsciência está associada à paranóia (aqui)...
A psicologia transpessoal, ponto nevrálgico para alguns paranóicos, questão tensa e controversa, me fez refletir sobre esse framework, aparentemente dado de graça a nós. Ou fruto da evolução, como queiram.
O framework está intimamente relacionado àquela história de que trocamos mais informações não-verbalmente do que verbalmente (do qual isto parecer ser efeito daquilo).
E hoje foi um dia bastante rico.
Vi pessoas com essa comunicação-meio-invisível bastante evidente. Estavam interagindo bem intensamente. Eram jovens e bonitas. Presumo que não tinham a menor noção disso tudo.
Vi também uma outra pessoa na qual isso parece ser nulo. E que também não tem muita consciência disso.
Interagi também com uma outra pessoinha que parece ter tudo isso meio distorcido. Mal de mulher bonita, sabe... acha que no mundo só tem pessoas boas e gentis.
Interagi, e este é o ponto alto do post, com uma pessoinha com aquele olhar misterioso que me paralisa. Aquele olhar que passa uma sensação de eterno mistério. Algo inalcançável.
Aconteceu outras vezes, e é horrível. É horrível mas é bom.
Essa interação foi subjetiva e inconclusiva. Ficou só nesse "talvez". Ficou só nesse nível inconsciente, mas que às vezes sobe à tona. Mas pode ter sido só uma atração visual.
Olhando de fora, essa coisa toda é algo que me encanta. E trazer essas informações ao consciente, pra mim, é uma verdadeira rasteira na graça de se viver; mas às vezes me traz uma alegria incomensurável.
Vamos abrir um parêntese: Recentemente troquei de óculos. E, claro, não se consegue, nesse mundo, fazer dois óculos iguais. Enfim, foi interessante notar que o processo da visão tem coisas que acontecem meio automaticamente. É como se a presunção de algumas verdades (como "o chão está embaixo", "a parede é aqui do lado", "as coisas estão sobre a mesa e não caem") criasse atalhos de interpretação que liberam o cérebro para outras interpretações de mais alto nível ("alto nível", no sentido de programação de computadores, ok?) E a troca de óculos me obrigou a me acostumar a ver as coisas de uma outra maneira. Quem tem astigmatismo (mas pode ser outra coisa também) freqüentemente relata que, com óculos, o chão fica meio inclinado, o teto fica mais alto/mais baixo, etc. o que obriga a pessoa a se acostumar a tudo isso, ou, reaprender a enxergar. Daqui podíamos ir para a plasticidade neuronial e pra neuróbica, mas aí iríamos nos perder.
De volta à divagação...
Esse framework (isso já tá ficando repetitivo...) parece ser um processo automático, que inclusive dispara reações hormonais (sim, sexo). Bem ao modo desse automatismo de visão aí em cima.
Levanto aqui uma hipótese: A ausência ou distorção desse framework seria a causa de algumas depressões?
Como eu acho que ninguém vai ler até aqui, então eu vou ser mais claro: Tem essa história de que "se o fulano cruza os braços, é por causa disso", "se o beltrano faz assim com a mão, é por causa daquilo". Tem vasta bibliografia sobre isso, a qual eu me recuso a relatar.
Se o framework está funcionando, a pessoa se encaixa socialmente de maneira bem boa, se veste direitinho, interage legal com os outros, se torna uma pessoa sociável e tudo mais... e aí entra Freud e a história da libido, dos desejos e tal. Se o framework não funciona, os hormônios não são liberados, os neurotransmissores não funcionam, e as vontades não se manifestam. E a depressão se manifesta.
Só que, porra, já são 2h40 e eu tenho que dormir URGENTEMENTE.
Amanhã quem sabe eu continuo essa viagem com alguma conclusão decente.
Estou decifrando um enigma começado há uns 5 anos. É uma música. Um compositor, na verdade. E é simplesmente encantador. Mas isso envolve uma pessoa com um certo mistério no olhar, uma incrível sofisticação... vamos parar por aqui.
13.12.07
post-emo
1. Esses dias frios estão me deixando meio pesaroso.
2. O filme "Borat" parece ter sido baseado em fatos reais... pessoas reais... situações reais... porque não é possível, viu...
("quem" falando, né...)
2. O filme "Borat" parece ter sido baseado em fatos reais... pessoas reais... situações reais... porque não é possível, viu...
("quem" falando, né...)
10.12.07
AERO

"For AERO, I wanted to revisit in 5.1 some existing tracks in order to give them that space I had imagined when I originally composed them (...)"
"All of the existing tracks in AERO have been performed with the original instruments, re-recorded and spatially arranged for this new dimensional sound experience without betraying their very essence."
Nada de letras, nada de imagens, nada além do essencial. E na sua melhor forma.
9.12.07
pessoas especiais
Pesquisar é uma coisa boa.
Segundo a wikipedia, "estima-se que 1,7% da população americana adulta teve/tem/terá um episódio de transtorno do pânico em algum ponto da vida".
Um outro site afirma que "O Transtorno do Pânico (TP) atinge atualmente de 3% a 4% da população mundial".
De qualquer forma, segundo uma estatística do IBGE (2000), temos 1,38% da população brasileira como sendo da religião espírita, e, para desespero de alguns, 0,06% da população brasileira adere ao judaísmo.
(A esse último dado, cabe observar que existiam, na região norte do país, 581 judeus, sendo todos no estado do Tocantins).
Ou seja: considerando-se que a estatística americana vale para o Brasil, é mais fácil encontrar alguém com síndrome do pânico do que um espírita ou judeu.
Ok, eu não ia colocar aqui, mas fazendo as contas, isso dava, em 2000, 1718 judeus com síndrome do pânico, e 39736,34 espíritas com síndrome do pânico.
Considerando que em 2000 eu ainda não era espírita e ainda não havia desenvolvido a síndrome do pânico, esse 0,34 aí NÃO SOU EU.
Segundo a wikipedia, "estima-se que 1,7% da população americana adulta teve/tem/terá um episódio de transtorno do pânico em algum ponto da vida".
Um outro site afirma que "O Transtorno do Pânico (TP) atinge atualmente de 3% a 4% da população mundial".
De qualquer forma, segundo uma estatística do IBGE (2000), temos 1,38% da população brasileira como sendo da religião espírita, e, para desespero de alguns, 0,06% da população brasileira adere ao judaísmo.
(A esse último dado, cabe observar que existiam, na região norte do país, 581 judeus, sendo todos no estado do Tocantins).
Ou seja: considerando-se que a estatística americana vale para o Brasil, é mais fácil encontrar alguém com síndrome do pânico do que um espírita ou judeu.
Ok, eu não ia colocar aqui, mas fazendo as contas, isso dava, em 2000, 1718 judeus com síndrome do pânico, e 39736,34 espíritas com síndrome do pânico.
Considerando que em 2000 eu ainda não era espírita e ainda não havia desenvolvido a síndrome do pânico, esse 0,34 aí NÃO SOU EU.
8.12.07
brasileiras, e brasileiros...
Liguei esses dias para meia-dúzia de lojas de informática por aí, buscando um KVM.
É bem óbvio que, se te perguntarem "O que é um KVM?", eles não terão KVMs a venda.
Ou você desliga na cara, sendo, portanto, um péssimo exemplo pra evolução humana, ou você explica, muito bondosamente, o que é isso, e invariavalmente vai ouvir um "ahhh, éééé... a gente não tem isso não, moço..."
E alguém me ligou hoje dos states, me falando assim: "Porra, aqui tem uma prateleira só disso. Tem de 2 portas, 4 portas, 8 portas... com USB... eletrônicos e de botãozinho... qual você quer?"
É por isso que eu tenho, no meu celular, bem à mão, "Child in Time", do Deep Purple. Só que é uma versão aí que é um desespero só... e só o trechinho da gritaria... pra essas horas... BEM pra essas horas...
É bem óbvio que, se te perguntarem "O que é um KVM?", eles não terão KVMs a venda.
Ou você desliga na cara, sendo, portanto, um péssimo exemplo pra evolução humana, ou você explica, muito bondosamente, o que é isso, e invariavalmente vai ouvir um "ahhh, éééé... a gente não tem isso não, moço..."
E alguém me ligou hoje dos states, me falando assim: "Porra, aqui tem uma prateleira só disso. Tem de 2 portas, 4 portas, 8 portas... com USB... eletrônicos e de botãozinho... qual você quer?"
É por isso que eu tenho, no meu celular, bem à mão, "Child in Time", do Deep Purple. Só que é uma versão aí que é um desespero só... e só o trechinho da gritaria... pra essas horas... BEM pra essas horas...
"No Brasil, os vendedores, se entendessem do que estão vendendo, não seriam vendedores."
eu (não que eu concorde, muito pelo contrário)
RETIFICANDO: onde se lê "não que eu concorde", leia-se "não que eu ache isso certo".
eu (não que eu concorde, muito pelo contrário)
RETIFICANDO: onde se lê "não que eu concorde", leia-se "não que eu ache isso certo".
3.12.07
Fresh News
- Jarre, sabe que às vezes você me irrita?
http://www.jeanmicheljarre.com/
Comment je peux dire ça en français?
Aproveitando o post do shopping, ir ao shopping crystal hoje foi um desafio à minha síndrome do pânico.
http://www.jeanmicheljarre.com/
Comment je peux dire ça en français?
Aproveitando o post do shopping, ir ao shopping crystal hoje foi um desafio à minha síndrome do pânico.
téo & téa

- Jarre, sabe que às vezes você me irrita?
Tem horas que eu até acredito que esse cara, além das inúmeras outras influências, cedeu às pressões do funk carioca. Não é possível.
Ok, menos pior que o Metamorphoses. Mas nada comparável à genialidade de Chronologie ou Equinoxe.
Tío, and tía... poupe-me...
A parte boa foi que o insight da minha vida veio durante a "04 - Touch to remember".
É até simples: o corpo humano é como um artefato tecnológico novo, tipo um computador... no começo a gente não sabe mexer direito, e só faz cagada. Que nem quando a gente é bebê, que tem que usar fraldas.
Aí a gente cresce, aprende a usar melhor e não faz (tanta) cagada.
Isso, claro, faz parte de um contexto maior que eu, graciosamente, chamo de "minha cabeça".
Mas preciso ouvir outras coisas. Trocar de ares. "Air", por exemplo. E aceito sugestões.
28.11.07
excellent
ok, eu definitivamente sou um daqueles caras que anda meio torto no shopping, que conversa em voz alta sozinho por aí (e gesticulando!), que tem tiques nervosos quando é apresentado a outras pessoas, que tira tatu do nariz enquanto dirige, enfim, e que também não consegue manter uma linha de raciocínio por mais de 3 minutos.
ok, 2 minutos.
mas eu vou melhorar.
ok, 2 minutos.
mas eu vou melhorar.
26.11.07
Nós te amamos...
Bons tempos quando eu o conheci. Faz uns quinze anos... e nunca mais falei com ele.
Nas primeiras sessões eu tive medo. Pensei que ia ter revelações bombásticas e que minha vida não seria mais a mesma.
E não foi mesmo, sendo que para isso, bastou eu ter pensado isso.
Depois que eu o entendi, não progredimos mais.
Engraçado, isso tá acontecendo comigo e com a minha terapeuta.
Eu deveria fazer terapia com o Dr. Sbaitso.
25.11.07
chuncheira pra valer
O Brasil é isso mesmo.
Achei ontem na Internet uma música que me foi ensinada nas aulas de música lá por mil novecentos e oitenta e alguma coisa...
Passada a surpresa do achado, coube uma reflexão envolvendo isso daí e alguns assuntos conversados hoje com amigos.
Dizem os mais desconfiados que nesse país, as eleições, os resultados do futebol, os meios de comunicação, tudo que envolve as massas é controlado por um grupo, uma elite.
Longe de duvidar, eu tristemente me espanto com a época desde a qual isso vem sendo feito.
Já se tornou lugar comum em nossas aulas de história que essa história de "descoberta do Brasil" não passou de uma falcatrua.
Todo mundo já sabia que tinha terras do lado de cá do mundo. Só precisavam mandar alguém pra "descobrir oficialmente".
O novo poço de petróleo da petrobras... não há uma certa semelhança com isso? Não se "descobre" um poço desses numa tarde ensolarada, onde alguém resolve enfiar uma vareta no fundo do mar, e aquilo começa a jorrar...
Achei ontem na Internet uma música que me foi ensinada nas aulas de música lá por mil novecentos e oitenta e alguma coisa...
O almirante português Pedro Alvares Cabral
no ano de mil e quinhentos saiu de Portugal
com treze barcos veleiros do rio Tejo pro mar
para nas Indias distantes especiarias comprar.
Mas Dom Manuel primeiro, rei venturoso chamado
aconselhou a Cabral mudar de rota um bocado,
para evitar calmarias e para saber também
se havía, como diziam, terras nas bandas do além
Navegaram vários dias, viram um monte afinal,
que por ser tempo de Páscoa, chamaram monte Pascoal
e assim numa quarta-feira, dia vinte e dois de Abril,
foi descoberto afinal o nosso amado Brasil.
Passada a surpresa do achado, coube uma reflexão envolvendo isso daí e alguns assuntos conversados hoje com amigos.
Dizem os mais desconfiados que nesse país, as eleições, os resultados do futebol, os meios de comunicação, tudo que envolve as massas é controlado por um grupo, uma elite.
Longe de duvidar, eu tristemente me espanto com a época desde a qual isso vem sendo feito.
Já se tornou lugar comum em nossas aulas de história que essa história de "descoberta do Brasil" não passou de uma falcatrua.
Todo mundo já sabia que tinha terras do lado de cá do mundo. Só precisavam mandar alguém pra "descobrir oficialmente".
O novo poço de petróleo da petrobras... não há uma certa semelhança com isso? Não se "descobre" um poço desses numa tarde ensolarada, onde alguém resolve enfiar uma vareta no fundo do mar, e aquilo começa a jorrar...
22.11.07
evolução humana
Hoje fui vítima da ocitocina. E, o pior: me dei conta disso depois.
Viva-se com uma informação destas...
Viva-se com uma informação destas...
20.11.07
post-emo II
Pra não dar margem ao mal-entendido, é BEM importante dizer aqui que o post-emo abaixo diz respeito estritamente ao dia 19, dia em que foi escrito.
É que antes aconteceram outras coisas, e o post ficou tão ambíguo, que alguém de fora poderia entender tudo errado.
Essas outras coisas, apesar de terem sido bem esquisitinhas, são totalmente compreensíveis e aceitáveis.
Já a tal "ausência de informação" é um certo papel que estava em uma certa parede e que, por acaso, sumiu num momento em que não precisaria ter sumido.
A parte divertida da história foi juntar este acaso à intenção de alguém.
Só. Simples assim. E eu adoro isso.
Era pra eu ter feito, logo em seguida, um post relatando minha pesquisa por um Theremin. Foi tão hilária quanto decepcionante.
Aguardem...
É que antes aconteceram outras coisas, e o post ficou tão ambíguo, que alguém de fora poderia entender tudo errado.
Essas outras coisas, apesar de terem sido bem esquisitinhas, são totalmente compreensíveis e aceitáveis.
Já a tal "ausência de informação" é um certo papel que estava em uma certa parede e que, por acaso, sumiu num momento em que não precisaria ter sumido.
A parte divertida da história foi juntar este acaso à intenção de alguém.
Só. Simples assim. E eu adoro isso.
Era pra eu ter feito, logo em seguida, um post relatando minha pesquisa por um Theremin. Foi tão hilária quanto decepcionante.
Aguardem...
19.11.07
post-emo
Esse é o típico post pra ninguém entender...
Eu estava bem propenso a escrever algo como "a ausência da informação às vezes informa mais do que a própria informação", mas isso seria demasiadamente paranóico, face ao acontecido. Mas dá o que pensar, e é muito divertido.
Hoje, com mais lucidez, consegui ver o mundo mais claramente. Tudo não passou de uma ilusão de ótica. Quero acreditar nisso.
Além disso, foi inacreditável e muito prazeroso notar que certos padrões de preferência ocorrem igualmente nos dois sentidos. E isso me deixa mais calmo.
Mais dois dias pela frente...
Eu estava bem propenso a escrever algo como "a ausência da informação às vezes informa mais do que a própria informação", mas isso seria demasiadamente paranóico, face ao acontecido. Mas dá o que pensar, e é muito divertido.
Hoje, com mais lucidez, consegui ver o mundo mais claramente. Tudo não passou de uma ilusão de ótica. Quero acreditar nisso.
Além disso, foi inacreditável e muito prazeroso notar que certos padrões de preferência ocorrem igualmente nos dois sentidos. E isso me deixa mais calmo.
Mais dois dias pela frente...
16.11.07
Coisas sensacionais que a cultura humana nos proporciona
(ou "post à Cyberflo")
Binóculos são coisas totalmente voyeurísticas. Além do mais, possuem em seu interior peças altamente excitantes:
"Double Porro prism systems are used in small optical telescopes to re-orient an inverted image (an arrangement is known as a image erection system), and especially in many binoculars where they both erect the image and provide a longer, folded distance between the objective lenses and the eyepieces."
http://en.wikipedia.org/wiki/Porro_prism
Uau! Não é o máximo?
Binóculos são coisas totalmente voyeurísticas. Além do mais, possuem em seu interior peças altamente excitantes:
"Double Porro prism systems are used in small optical telescopes to re-orient an inverted image (an arrangement is known as a image erection system), and especially in many binoculars where they both erect the image and provide a longer, folded distance between the objective lenses and the eyepieces."
http://en.wikipedia.org/wiki/Porro_prism
Uau! Não é o máximo?
14.11.07
utilidade pública
A maracujina funcionou mais-ou-menos mas, por favor, não dirijam depois de consumir uma quantidade meio grande dessas coisas...
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