26.3.09

falando em máquina fotográfica...

(É só um post de máquina fotográfica... longo pra caramba...)

A Canon acaba de lançar a EOS 500D. Nem tem nas lojas ainda... Só os grandes "reviewers" as testaram.

A sua categoria é controversa: Por ser um modelo de três dígitos, era pra ser "Entry Level", mas com a chegada da EOS 1000D e por ter as mesmas inovações de maquinas de categoria superior (como a 50D e a 5D Mark II), acaba ficando como "Midrange" mesmo.

Suas inovações vão desde as mais ingênuas, como "Live View", até as mais sofisticadas, como a correção automática de escurecimento dos cantos (ocorre em muitas lentes), com memorização para até 20 lentes diferentes.

O sensor é de 15 megapixels, e é do já esperado tamanho APS-C, o que implica num "crop factor" de 1,6x.

Sobre a resolução, é bom frisar que não existe propriamente uma causalidade entre ela e a qualidade de imagem. Existe, sim, uma correlação, já que avanços na tecnologia aumentam tanto uma coisa quanto outra.

O que os fabricantes deveriam fazer (e já estão fazendo, num certo senso), é parar de perseguir a resolução, e andar na direção da sensibilidade. Mais megapixels implicam em arquivos maiores, e fotos com mais ruído.

A primeira parte é óbvia.

A segunda parte é o seguinte: Colocando-se mais pixels na mesma área, o tamanho efetivo do pixel, na superfície do sensor, é menor. Isso implica em mais ruído térmico (variações apreciáveis no valor entregue pelo sensor, para aquele ponto). Esse ruído pode ser combatido por duas estratégias: qualidade do sensor, e software.

Ambas as estratégias são limitadas, e acredito que a segunda já chegou no seu limite.

(Há uma terceira estratégia: em astrofotografia são usados sensores avulsos resfriados com nitrogênio líquido, para se atingir níveis extremamente baixos de ruído; mas, resfriar uma câmera dessas inteira acredito que resulte na sua destruição).

Resta então respeitar o compromisso entre tamanho de imagem e ruído térmico apresentado pela tecnologia atual.

A "resolução específica" (pixel density, em inglês) desta câmera é de 4,5 MP/cm², um valor até ingênuo de tão conservador, perto dos 43 MP/cm² da Canon SD960 IS. (A esse respeito, a minha EOS 10D chega a ser uma vovozinha: 1,8 MP/cm² - e ela não tem redução de ruído por software!)

Os 15 megapixels desta câmera implicam em fotos de 4752 x 3168 pixels, o que a 200 dpi permitem impressões de 40 x 60 cm, algo meio exagerado na minha opinião. Aliás, megapixels são uma armadilha: Há quem afirme que, devido ao Filtro Bayer, as máquinas digitais possuem, na verdade, 1/3 da resolução informada. É bem pertinente a explicação, e, na prática, dá pra confirmar isso. (Só que como todos os fabricantes adotam o mesmo critério, não dá pra se considerar propriamente uma "má fé"). Outra: Dobrando-se a resolução espacial ("os megapixels"), aumenta-se apenas 41% a resolução linear. Então, seus 15 megapixels, apesar de respeitáveis, representam menos do que dão a entender. Ainda assim, desculpem se isso soa agressivo, mas esses 15 MP dão um banho em qualquer point-and-shoot por aí.

Outra coisa digna de nota é sua capacidade de fazer vídeos. Os mais ortodoxos torceriam o nariz para essa característica, mas o fato é que ela tem sensor, memória, espelho motorizado, processador super rápido... não custaria nada colocar um microfone e agregar "algumas linhas" no firmware.

A resolução que ela atinge é 1920 x 1080 (full hd) a 20 fps, e 1280 x 720 a 30 fps. Tenho a impressão de que os 20 fps da maior resolução são uma limitação de software, para não "matar" câmeras de categorias superiores. Poderia ser 30, como na EOS 5D Mark II, mas isso é só uma hipótese baseada em dados nada rastreáveis.

Não sei se eu compraria uma câmera dessas. É muito tentadora, haja vista todos os seus avanços. Mas, além de ela vir para cá com preços de câmeras superiores, sua proposta ainda é a de uma "Entry Level", com implicações na ergonomia (usabilidade, funções dos botões), e na robustez.

É que, com o tempo, a gente vai ficando fresco, sabe...

18.3.09

explicando a dor no coração...

A dor no coração é simples, gente...

Segundo uma contagem informal feita pela Beta, eu tenho 15 (ou 18?) máquinas fotográficas, que na verdade são só 3. As outras 12 são implicância dela, e incluem uma lata de Neston, uma máquina descartável desmontada, uma máquina antiga de filme, e por aí vai.

Enfim, uma das três "normais" é uma EOS 10D.

É uma excelente máquina, me rendeu todas as minhas fotos boas, mas lentes grande-angulares para ela são um desafio. Ela não aceita lentes EF-S, e lentes EF de 18mm BOAS custam mais caro que essa EOS 20D completa (já com uma lente EF-S 18-55mm)

A dor no coração foi ver que ela aparentava bom estado, com (possivelmente) pouco uso e preço compatível, e teria sido uma boa compra...

- SE eu já não tivesse uma EOS 10D,

- SE eu não tivesse nenhum respeito pelo meu dinheiro,

- SE não fosse mais sensato guardar esse dinheiro para uma máquina melhor,

- SE eu fosse fotógrafo profissional e esse fosse meu ganha-pão,

- SE não fosse ridículo ter duas EOS em casa, não sendo fotógrafo profissional (como se não bastassem as 5 lentes que eu já tenho...),

- SE eu tivesse plena certeza de que ela não iria estragar em 2 anos,

- SE eu tivesse desapego suficiente para vender a 10D, assumindo o risco de a 20D estar no fim da vida útil e eu ficar sem câmera decente de uma hora pra outra (o que torna uma máquina nova infinitamente mais atrativa)

- SE a venda da 10D rendesse uma boa porcentagem do preço da 20D,

- SE uma 40D nova não custasse "só" o dobro dessa 20D (e isso é pouco, em nome da confiabilidade),

- SE uma XSi nova não custasse "só" trezentão a mais (idem),

Enfim, é a minha eterna mania de comprar as coisas "no susto", achando que estou diante de um verdadeiro negócio de oportunidade, e que isto vai resolver TODOS (veja bem: TODOS mesmo) os meus problemas.

Isso pôde ser visto nesse post da 20D e no da lente da K1000... e tem origem no apego... o mesmo que me impede de vender a 10D. Na verdade, eu até venderia, se eu tivesse uma máquina melhor (outro apego?).

Viram como é simples?

O fato de não ter comprado a lente da K1000 me ensinou muito. Na mesma semana acabei encontrando lentes melhores, e muitas outras K1000 por aí. O mercado de usados é muito aquecido.

Só que é muito importante conhecer muito os produtos e os preços. Muito mesmo. Deixar escapar uma XTi por R$ 600,00 é coisa que só acontece uma vez na vida.

falando em dor no coração...

Parece que o problema, no fundo, é sempre o mesmo. Só muda de nome.

Quase que uma EOS 20D entrou pra coleção esses dias.

Perceberam que isso sempre se repete, sempre com a esperança de que tudo vai ser perfeito?

12.3.09

falando em desgraça...

Hoje quase que eu comprei duas lentes para a K1000.

Uma zoom 28-80mm meio detonada, e uma prime 50mm f/1.4 de muito respeito.

Detalhe: ainda estou sem a K1000.

Isso foi só o começo da dor no coração... Dois anos a menos de terapia, em nome do auto-conhecimento.

8.2.09

falando em fotos...

Hoje fui ver a exposição do Vik Muniz.

Me chamou a atenção a qualidade das fotos (cibachrome) a despeito da dimensão.

Sabe? Estou pensando seriamente em entrar no mundo P&B lá pelo meio do ano. É aquela viagem de ampliadores, banhos químicos, quarto escuro...

A desgraça continua: em breve vou comprar um fotômetro de mão para usar com uma certa Pentax K-1000...

26.1.09

Falando em ocitocina...

Falando em ocitocina, ontem fui tirar fotos.

É o cúmulo do orgulho, mas minhas fotos ficaram sensacionais. Eu, pelo menos, achei. Vejam o meu flickr, tem o link aí do lado.

Pronto, fiz meu post. :P

17.1.09

Eu nunca vou ter paz.

Hoje eu tive uma overdose de ocitocina.

É um eterno aprendizado.

14.12.08

O ovo ou a galinha?

Então tem esse nacionalismo aí... Quem fez o primeiro avião? Santos-Dumont ou os Irmãos Wright?

A resposta é: o que se entende por "avião"?

Aqui tem uma página bem legal sobre o assunto: http://www.airshowfan.com/first-airplane.htm

É interessante notar como o nosso patriotismo às vezes nos impede até de pesquisar sobre o assunto.

4.11.08

crt x lcd

Como todos sabem, gosto muito de fotografia. Para quem gosta disso, um bom monitor é essencial.

Nunca me convenci com a qualidade dos monitores de cristal líquido encontrados no mercado. O tal do ângulo de visão, para mim, é uma ofensa. É inadmissível ter que ficar "caçando a normal" com a cabeça.

Pedir informação para vendedores, então, complicado. Geralmente eles não têm a devida informação. Sua missão é "vender a qualquer custo".

Informação de qualidade na internet, mesma coisa. Erro grave, porque às vezes a gente realmente acha essa informação. É só fazer a "pesquisa certa".

Dessa forma, resolvi comprar um monitor de CRT recentemente. Não foi o melhor monitor do mundo, mas não me arrependo. Não é tela plana, não tem uma resolução muito alta, ocupa 3/4 da minha mesa (mal resta espaço para o teclado), pesa uns 15 kg, consome uns 80 W, tem cintilação em altas resoluções... Paguei R$ 239,00 (essa é para os que me dizem que "o LCD tem menor custo de produção que o CRT...)

... enfim, me senti o conservador dos conservadores. Me senti andando na contra-mão da humanidade. Porém, a qualidade da imagem é irretocável (dentro do que eu esperava). Não faz sentido falar em "Ângulo de visão" para esse tipo de tecnologia: a imagem simplesmente "aparece". É como olhar para uma imagem impressa.

Para quem quer tem que ficar muitas horas na frente de um monitor, concordo que o LCD seja melhor devido à ausência de cintilação (flicker) e à (questionável) ausência de radiação prejudicial. Mas, pra fotos, não tem o que falar.

Aí, hoje, resolvi fazer "a pesquisa certa" no google, a respeito dessa questão.

Pesquisei por "monitores editoração gráfica" (sem aspas) e encontrei este blog aqui (recheado de coisas legais), relatando o mesmo descontentamento, porém, trazendo respostas consistentes. O abençoado teve mais paciência do que eu, para fazer esta pesquisa. Só tenho a agradecê-lo.

Qual é o melhor monitor LCD do mundo, de baixo custo?

(...) no mercado brasileiro há apenas dois modelos de monitores LCD que não são equipados com o terrível painel “TN Film”, um painel de baixo custo para atender o usuário médio que está atrás de preço e não de qualidade. (Otário no bom linguajar popular).


Ele tem outro post de igual importância: O que os fabricantes de LCD tentam esconder de você?

A febre do momento manda você trocar seu velho “tubão” CRT pelos modernosos e finos monitores de LCD. Mas, muitos marinheiros de primeira viagem têm visto os seus sonhos frustrados porque esperavam um novo mundo em termos de imagem e se decepcionam quando descobrem que o velho monitorzão de tubo dava muito mais em termos de acuidade de cores, rapidez de resposta, número de cores reproduzidas, etc.

Vale a visita.

25.10.08

a memória sobrevive?

Dois jovens, conversando no portão:

"Então tá, me escreva, me mande emails. Qual o seu email?"
"Eu não sei o meu email."
"Como assim?"
"Segurança, invasão, e tal..."
"Então descubra o seu email e me escreva. Meu email é tal".

É o que dizem que vai acontecer: o email vai deixar de existir.

http://apertef5.com.br/noticias/noticias-o-fim-do-email/

Friamente falando, em algumas situações até faz sentido. Eu mesmo não sei o email de muita gente com as quais eu troco email. É que tá tudo nos contatos do webmail. Digita o nome e pronto. Tanto o pessoal quando o do trabalho (acho que de todo mundo).

Então, a abstração disso seria a existência de um meio de comunicação "sem a arroba", como os wikis, os scrapbooks (para mensagens offline) ou mensageiros instantâneos (saudades do icq, cuja senha EU NÃO LEMBROOO, para mensagens online). Atualizando: Lembrei!!! :D

Mesma coisa número de telefone. Tá tudo na memória do celular. Se perder o aparelho, o maior transtorno são os números da memória.

(Hora de atualizar o caderninho de novo...)

26.9.08

o trem

Eu me fascino com essas coisas.

O metrô dessa terra aqui é uma loucura. Pra começar, parte dele fica mesmo abaixo do nível do mar. Segundo, que, se você olhar pro vagão adjacente durante o percurso, vai ver como ele faz curva. Não é possível. Parece uma montanha russa. Terceiro, algumas estações são construídas dentro da pedra. (Imagina um looping escavado dentro da montanha...)

To viajando demais.

Tá frio por aqui. Parece Curitiba, tirando o frio. É que frio, aqui, é 16 graus... hehehe...

11.9.08

Notebook

Sei que tem coisas muito mais interessantes pra se escrever aqui, agora, mas vou fazer disso, mais uma vez, um muro de lamentações.

Pela primeira vez, na vida, estou usando um notebook.

A situação exige, e ele veio em boa hora. Além do mais, é um equipamento moderno e confiável.

Podem achar estranho que alguém como eu chegou até agora sem nunca ter tido esse tipo de equipamento, mas o conceito do produto sempre me incomodou. Isso, em teoria. E, na prática, a coisa está se mostrando verdadeira. (Na realidade, é o segundo notebook, mas a situação agora é outra)

Teclado: não dá pra ajeitar o teclado, colocá-lo em cima do colo, sem ter que carregar o monitor junto. E a disposição das teclas pg-up, pg-dn, insert, etc..., cada vez é um desafio. O que foi feito pra facilitar, adeus...

Monitor: isso é outra coisa. Como é que alguém consegue ver fotos nessa coisa?? Quer dizer, a gente nunca sabe se o contraste tá legal até ver o histograma. Pára tudo! Que que é isso, minha gente?? (Isso vale para os desktops com LCD. Vou comprar um de CRT logo, antes que acabe.)

Bateria: tudo bem, mobilidade, portabilidade... legal... mas 2 horas de autonomia, é meio pouco... tem bateria adicional, eu sei... tomada... enfim, alguém inventa um notebook com células a combustível, fazendo o favor?

Mouse: outra limitação conceitual. Mas até que é fácil se acostumar a mexer nesse quadradinho mágico aqui.

Não que eu seja um mal-agradecido com o patrocinador desse micro aqui, mas é que tem alguma coisa errada com tudo isso.

No mais, tudo bem comigo. Ando menos mal-humorado do que parece. Bem pelo contrário.

Abraços a todos e é isso.

4.9.08

O melhor país do mundo...

O metrô parou entre duas estações (relativamente comum). Nossa amiga de pernambuco:

- Ele não está meio "tronxo"?

("Tronxo" significa "torto". É que as curvas são todas compensadas, então ele estava tronxo mesmo)

Em seguida perguntamos à de Minas Gerais:

- Esse "trem" não vai andar, não?

Nada disso tem preço.

11.8.08

mas vejam só...

Minhas cores agora são o amarelo e o verde - para orgulho de algumas pessoas e desespero de outras...

30.7.08

conversa de malucos...

Dois "TOC" conversando:

-- Eu sou do tipo de pessoa que volta umas 15 vezes até a porta de casa, pra ver se fechou direito...
-- Mas tá certo!

(eu era um deles...)

23.7.08

uêba

Semana passada, ganhei mais "parabéns" do que em dia de aniversário.

Maravilha.

Muita ansiedade agora...

20.6.08

Máquina fotográfica

Ok, Moriah...

1) Comprei uma máquina fotográfica nova. Uma digital "pro-sumer" de boa procedência, preço atrativo e acessórios condizentes, a saber: 1 bateria meio baleada, 1 flash muito bom, e um cartão de 512 MB. "Vou poder tirar fotos boas à vontade!", pensei.

2) Comprei duas baterias. Era o mais urgente. "Agora chega, já posso sair tirando foto à vontade".

3) Comprei uma lente zoom nova. É uma 90-300 mm USM, porque a minha outra tele-objetiva estava estragada (comprei estragada porque estava muito barata, e compensava.). "Agora chega, já posso sair tirando foto à vontade".

4) Comprei mais memória. Um monte de memória. "Agora chega, já posso sair tirando foto à vontade".

5) Comprei uma bolsa nova, porque a outra comportava muito bem a outra máquina, que era bem menor, mas essa é mais volumosa, e exige uma bolsa maior. "Agora chega, já posso sair tirando foto à vontade".

6) Comprei um filtro polarizador de 58 mm. É essencial, não? Claro... polarizador... nem se discute. "Agora chega, já posso sair tirando foto à vontade".

Céus, onde vou parar???

Ah, lembrei... pilhas recarregáveis pro flash. As atuais não estão retendo carga. Amanhã, cedinho, sem falta.

19.5.08

Careful with that axe, Eugene...

(esse título sempre se repete)

tumtumtumtum... tumtumtumtum... AAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!! AAAAA!!! AAAAA!!!

Retirado de "Careful with that axe, Eugene", do Pink Floyd. É só a repercurssão de algo ocorrido há 684 dias. Mas tudo bem.

O tempo anda passando depressa, hein...

Bom, sonhei que eu era MOTORISTA DE TREM. Belezura de profissão.

O "TREM" tinha uma caldeira na frente, com água a uma temperatura e pressão fabulosas, e esse vapor era conduzido a diversos motores "V-8" ou "V-6" dispostos no centro da locomotiva. E aí as válvulas e pistões faziam o seu trabalho, com uma transmissão encarregada de movimentar o trem todo. Eram motores até bem modernos, desses usados nos veículos de alto desempenho de hoje.

O momento tenso foi quando a tampa superior da caldeira começou a exalar uma fumacinha... eu fiquei meio preocupado, que aquilo lá ia explodir... mas tudo bem, acho que mexi numas alavancas e a coisa deu uma aliviada.

Foi muito legal ver um motor originalmente Ciclo Otto funcionando com vapor. Praticamente um retrocesso tecnológico. Saco, hein...

Mas "vamo que vamo"...

6.5.08

Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo, e se a gente quiser... ele vai pousar...

O The Ultimate Nerd, obviamente, não poderia deixar de fazer suas reflexões sobre o padre voador, bem como suas considerações sobre uma possível viagem a bordo de um conjunto de balões de festa (conhecidos por aqui por "bexigas").

Primeiro: descontadas as variáveis meteorológicas, é óbvio que, se você está no litoral, você tem 50% de chances de ir para o oceano, e 50% de chances de ir para o continente.

Por mais que os meteorologistas digam que o ar ascendente do continente levaria o infeliz para a terra, o que aconteceu foi o contrário, talvez pelo tempo fechado e nublado.

Vou me privar de outras observações, já que o espírito do nosso querido clérigo deve estar sofrendo a terrível dor das chacotas de inúmeros irmãos de evolução.

E o que eu levaria, se eu fosse fazer essa tal viagem?

Primeiro: no mínimo, um walkie-talkie com um quilo de pilhas, uma célula solar e um booster de antena, para não perder contato com o pessoal de terra.

Segundo: um celular com mp3, pra ir ouvindo as músicas do Jarre durante a jornada. Não precisava nem do chip, pois, tendo as músicas, já estava bom.

Terceiro: um clips, um elástico e uma alicate, já que o bom e velho espírito de McGyver não sai da minha mente. (E a alicate é só para cortar o clips, se for necessário.)

Quarto: um GPS decente, um telefone por satélite decente, um altímetro, um barômetro, um anemômetro, uma biruta e um palm (com conexão à internet via satélite). É inútil levar o anemômetro e a biruta, já que eles dariam leitura "zero" o tempo todo.

Quinto: uma filmadora, com uns 600 gigas de memória, um quilo de baterias e uma célula solar (essa, só para a filmadora).

Sexto: um pára-quedas, e um bote salva-vidas, já cheio (como backup do pára-quedas), para cair em segurança tanto na terra quanto na água

Sétimo (mas devia estar em primeiro) : um sinalizador desses usados na marinha, e uma corneta amplificada da "Delta", para gritar "Ohayou!!!" quando passasse por São Paulo.

Oitavo: um rojão de festa junina (para comemorar no fim)

Nono: Um terço, e um santinho do Santo Expedito, caso nada disso desse certo...

Enfim, acho que o padre só levou esse último item.

E vocês? O que não poderia faltar no vosso balão?