21.2.08

emoções fortes!!!

Eu digo e repito: se o bom da vida é ter emoções fortes, estou no caminho certo.

Hoje foi foda. FODA. Puta merda, viu...

Sorte de hoje: Você é o centro das atenções de todos os grupos
E a porcaria do orkut acertou de novo. Essa que é a pior parte.

19.2.08

Quebrando modelos

Comemoramos hoje (19 de fevereiro), os 535 anos do nascimento de Nicolau Copérnico.

Copérnico apresentou a teoria do heliocentrismo no livro "De revolutionibus orbium coelestium ("Da revolução de esferas celestes"), em 1543, ano de sua morte. A teoria já vinha sendo, porém, estudada e divulgada desde, pelo menos, 1514.

Em sua teoria, os planetas se moviam em círculos ao redor do sol. Ele ainda explicou as estações do ano, e os solstícios e equinócios, argumentando que o eixo de rotação da Terra não era paralelo ao seu plano de rotação.

Sua obra ainda influenciou a de outros cientistas, como Galileu Galilei e Johannes Kepler.

Mais do que uma obra científica (com todas as dificuldades inerentes), Copérnico viabilizou uma ruptura na filosofia da época, que era a de que a Igreja centralizava o conhecimento, e que tudo estava vinculado a ela.

Nem sempre tais rupturas encontram resistências. Como podemos ver na wikipedia:
Ao contrário do que se poderia imaginar, durante a vida de Copérnico não se encontram críticas sistemáticas ao modelo heliocêntrico por parte do clero católico. De fato, membros importantes da cúpula da Igreja ficaram positivamente impressionados pela nova proposta e insistiram para que essas idéias fossem mais desenvolvidas. Contudo a defesa, quase um século depois, por Galileu Galilei, da teoria heliocêntrica vai deparar-se com grandes resistências no seio da mesma Igreja Católica.
Na verdade, a ruptura não aconteceu aí, como pode ser deduzido pelo apoio da Igreja vigente.

A bomba explodiu, sim, na mão do Galileu.

Mais do que uma convicção científica ou uma interferência religiosa, vemos que a Política foi quem barrou a sua caminhada, pois, se qualquer preceito supostamente religioso fosse questionado, um precedente estaria criado, abrindo margem para questionamentos verdadeiramente religiosos (ou, mais corretamente, políticos). Para nós é absurdo, mas deve-se reforçar sempre que esta separação simplesmente não existia (ao menos para o cidadão comum).

Analogamente, podemos notar que no fim da idade média, a separação do Estado (i.e., governo) e da Religião alavancou o desenvolvimento da política (depois do da idade antiga, claro).

Fazendo um ingênuo exercício de futurologia, podemos vislumbrar uma possível cisão entre coisas supostamente indissociáveis. Por exemplo: Ética e Religião.

O estudo das células-tronco e a questão do aborto sempre foram pontos nevrálgicos entre cientistas e religiosos. Inclusive, em algumas questões, procuram resumir tudo na dualidade "pró-vida X pró-escolha". Minha contextualização cultural não vai longe o suficiente para discorrer sobre cada uma, mas talvez o maior erro disso seja fazer qualquer questionamento recair nessa dualidade, provocando uma terrível miopia filosófica e forçando um embotamento de pensamentos. Para esta celeuma, alguns se valem de palavras fortemente carregadas de emoção, como "assassino" e "crime", atrapalhando ainda mais qualquer desenvolvimento de pensamento.

Não que eu seja a favor ou contra o aborto. Só acho que a gente não tá enxergando alguma coisa. Por exemplo: como esses questionamentos se relacionam com a reencarnação?

Outra divagação: Na Romênia, até a metade do século passado, o aborto era o principal meio meio de controle de natalidade. (Para mais detalhes sociais dessa questão, vejam o livro "Freakonomics", ed. Campus, capítulo 4). Em 1966, o ditador Nicolae Ceausescu declarou que o feto era propriedade do Estado, tornando o aborto uma atividade ilegal.

É certo, para nós, considerar que o feto seja propriedade do Estado? E mais: Como o mundo dos desencarnados vê o aborto numa região onde ele é (era) normal?

Mais uma questão: Recentemente, cientistas conseguiram criar células-tronco em laboratório, sem que o óvulo fosse fecundado. Por outro lado, esta célula reage como se tivesse sido fecundada. Então, se a célula-ovo não foi fecundada, temos vida? Ou, retornando ao lugar-comum: quando inicia-se a vida?

Podemos iniciar uma discussão sobre o que é a vida? Os príons são vida?

Copérnico não foi o único a quebrar modelos de comportamento. É só uma pena que ele não tenha tido tempo de presenciar os desdobramentos filosóficos com os quais ele contribuiu.

Bom, tá tarde e a minha profissão não é a de filósofo. Outra hora, vou encher a cabeça de vocês com mais divagações sobre a vida.

Parabéns pro Nicolau Copérnico.

10.2.08

A NOTA!!!

Essa tem que ir pro blog.

Fui bem bonito hoje à feirinha, em busca de mais um CD do Jean Michel Jarre.

Como "O Segredo" funciona mesmo, achei o CD "Chronologie", bem legal.

A surpresa foi ter achado, dentro do encarte, a nota fiscal original de compra deste CD!

É bem coisa de quem gosta do Jarre E tem transtorno obsessivo-compulsivo. Eu teria feito a mesma coisa... e ainda faço, às vezes...

É bom saber que tem gente como a gente! A gente fica mais tranqüilo, sabe?

O CD foi originalmente comprado na Mesbla (uma antiga loja de departamentos), no dia 11/11/1994. Custou R$ 8,90 (acho que a moeda já era o Real).

Portanto, hoje valeu o dia!

31.1.08

hummm :D

"- Você gosta de música sintetizada, não é?"

A capacidade de comunicação do ser humano é uma coisa fabulosa!!!

28.1.08

humm...

Energias boas chegando perto...

Bem que eu podia tirar umas férias, né? Só por esse restinho de ano...

Certas pessoas são indissociáveis de certos tipos de carro. Eu, por exemplo, podia ter um Hummer.

23.1.08

o desespero, ii

Nosso Estagiário (com "E" maiúsculo) está colhendo seus primeiros frutos.

Tá certo ele.

17.1.08

o desespero

Essa foi demais...

Devido a problemas com a rede elétrica, resolvi ligar para a portaria da outra sede do trabalho, para ver se estava tudo ok. Adivinha para onde eu liguei? Para o MEU número.

E o nosso estagiário? Por ter empurrado o carro da cabeleireira, vizinha do trabalho, ganhou um corte de cabelo, e, como ele é todo fresco, ganhou uma aplicação de luzes também.

E a gente acha que não vai ficar só nisso...

Tenho MUITO que aprender com o NOSSO ESTAGIÁRIO!!!

"AAAAAAAAAAAA!!!"

15.1.08

óculos para viagem

Fiz, já faz algum tempo, óculos novos. Lentes de policarbonato.

Como eu "quase" não sou exigente, chato, xarope, etc., achei que podia ser melhor.

Como o índice de refração do policarbonato é maior, a lente fica mais fina (essa é a intenção), só que, qualquer ondulação na superfície provoca distorções mais graves do que se a lente fosse a comunzinha orgânica.

Meu olho esquerdo tem um problema cuja lente precisa ser fabricada pelo laboratório, porque essa lente não é item de prateleira. Pra encurtar a história: a ótica teve que fazer tudo de novo.

A parte "viagem" da história é a tal da aberração cromática que ocorre nessas lentes.

A aberração cromática acontece devido à diferença de refração que ocorre em cada comprimento de onda da luz. Em outras palavras: num dado material, o índice de refração não é o mesmo para todos os comprimentos de onda. E, na prática, o efeito é maior nas bordas das lentes.

Esse fenômeno se expressa da seguinte maneira: objetos com grande contraste (preto e branco lado-a-lado), quando vistos através da periferia da lente, aparecem com uma borda azul ou vermelha, dependendo de suas posições.

Esses dias observei, com esses óculos, uma capa de livro com polígonos vermelhos e azuis, sobre fundo preto. Obviamente, a superfície do livro pode ser tomada como uma "coisa" de duas dimensões. Porém, devido a esse fenômeno, houve a impressão de aquilo ser algo em 3-D. Viagem completa.

A geometria exata de como as coisas aconteceram através das lentes, não sei explicar. Mas sem dúvida foi devido a esse fenômeno aí.

Em breve vou fazer um óculos decente, com a lente mais barata que aparecer por lá, e armação de camelô.

Tá, não vai ser de camelô, mas não quero que seja algo caro, já que as chances de sair mal-feito são grandes de novo. Saco isso, viu...

14.1.08

telepatia

Ok, isso pode parecer maluquice, mas lá vai...

Parece que alguém anda lendo livros e comentando eles telepaticamente comigo. Tive essa impressão ao ver o "A Força dos Modelos Mentais" na livraria esses dias.

Não o comprei, porque ainda tem uns 20 pra ler na fila...

Seja lá quem for, continue lendo. Fico agradecido. Enquanto isso, vou lendo os de investimentos em ações, pode ser?

mais fotos...

Então nesse fim-de-semana fui à formatura do Meu Querido Irmão.

Levei a máquina de filme junto, já que ela tava ali mesmo...

Usei o filme Superia X-TRA 800 (colorido), puxado para ISO 3200. Haja coragem...

Dentro da dualidade de que, quando a gente faz alguma coisa, ou a gente acerta, ou a gente aprende, concluí que aprendi um monte com essa experiência.

A grande surpresa veio das fotos com flash.

Geralmente os flashes têm potência fixa, e, de acordo com a distância, varia-se a abertura do diafragma, dividindo-se seu número guia pela distância, obtendo-se a abertura, isso para um determinado filme.

Ou seja, fácil fácil de dar merda.

Essa minha máquina possui flash "TTL", que regula a potência da luz e utiliza a abertura máxima do diafragma. Isso me fez acreditar que todas as fotos com flash sairiam super-expostas, estouradas, o que não aconteceu, e as melhores fotos foram as tiradas com flash.

Outra surpresa foram as fotos superexpostas.

Durante a cerimônia, fiz várias experiências com a máquina digital, concluindo que sub-expondo as fotos em dois pontos (!!!), elas ficariam boas. Claro, porque com o fundo escuro, há a tendência de se estourar as áreas de tons normais.

Já nas fotos da máquina de filme, a história é outra.

Primeiro, que as cópias foram o "super-copião Noritsu", uma tira de 11,7 x 31,6 cm, com 4 fotos de 7,2 x 11,2 cm empilhadas. E com correção automática - isso faz toda a diferença.

Fotos sub-expostas, quando corrigidas, ficam com uma terrível tonalidade cinza nas partes escuras. Agora vou refazê-las em 10 x 15 cm sem correção e ver o que que dá.

Nessa série, as fotos super-expostas ficaram legais, já que a máquina fez o favor de não corrigir, e a ampla latitude de exposição do filme ainda conseguiu pegar vários detalhes dos tons claros.

Enfim, as fotos com exposição levemente superior à normal ficaram bem legais, com bons constrastes.

Algumas das fotos preto-e-branco do post anterior, pedi cópias dessa vez "SEM CORREÇÃÃÃOOO MESMOOO", e ficaram ligeiramente melhores do que as corrigidas.

Parece que 20 anos de fotografia não serviram pra nada.

9.1.08

fotos

Finalmente revelei o filme preto-e-branco da máquina fotográfica.

Alguns devem estar chocados, então vamos às explicações:

Tenho uma máquina fotográfica de filme. É, aquelas "antigonas", mas nem é tão antiga assim. É uma Canon Rebel 2000.

Usei, pela primeira vez na minha vida, um filme preto-e-branco. O filme utilizado foi o "Kodak BW400CN". É um filme relativamente barato, e que é processado nos químicos do processo colorido, tornando o processo todo acessível.

O papel usado foi o papel colorido convencional ("Kodak Royal"), o que dá resultados "minimamente aceitáveis", já que é muito fácil a cópia puxar para uma cor qualquer (neste caso, verde, mas bem pouco). Usar papel preto-e-branco, além de tornar as coisas bem mais caras, não compensaria, porque primeiro eu preciso me aperfeiçoar como fotógrafo. (Tirar fotos é fácil. Tirar fotos BOAS é BEM difícil.)

As cópias foram feitas com margem, em papel brilhante e em tamanho 15x21.

Vou escolher algumas e colocar aqui oportunamente.

Claro que eu aprendi muitas coisas nessa brincadeira. A primeira, que eu já falei, é que eu preciso aprender mais sobre fotografia, o que é meio redundante, mas é verdade.

A segunda é que, mesmo que você peça para a moça fazer as fotos "SEM CORREÇÃÃÃOOO", e mesmo que ela marque o quadradinho "Sem Correção", isso não garante que eles farão as fotos sem correção. Vão fazer tudo de novo.

Terceiro: as cores, em fotos coloridas, ajudam a "separar" visualmente as coisas. O processo da visão, que é bem complexo, se encarrega disso sozinho e abstrai tudo. Quando a foto é preto-e-branco, mistura tudo, "dá um cãibra no cérebro" e, se a composição não tiver sido bem feita, o resultado final sai confuso. Isso fica bem evidente em fotos envolvendo natureza (flores, grama, folhas, céu).

Quarto: eu queria mais contraste nas fotos. Por outro lado, muitas fotos saíram tremidas, borradas, ou ambas. Muitas mesmo, a despeito da boa sensibilidade do filme (ISO 400). É que a lente não é boa (f/4 no máximo). No próximo, vou fazer o que chamam de "puxar o filme", porque daí eu mato as duas coisas de uma vez. É simples: regula-se a máquina para uma sensibilidade superior à do filme, e usa-se normalmente. Na hora da revelação, deve-se informar à atendente para fazer a revelação puxada, informando quantos pontos foram puxados. No caso, um filme de ISO 400, se for usado como ISO 800, foi puxado 1 ponto. Se for 1600, 2 pontos, e assim por diante. O filme ficará, nesse caso, mais tempo nos banhos químicos, compensando a sub-exposição. O resultado tende a ficar mais contrastado e granulado, e você ganha pontos para usar na hora de tirar a foto, seja com obturador, seja com diafragma. É muito importante notar que não é qualquer laboratório que faz revelação puxada, então, não vão fazer merda por aí, ok?

Dá pra puxar um filme pra cima ou pra baixo, dependendo do que se deseja.

Essa história de puxar o filme, pode ser aplicada ao mundo digital, mas só funciona de maneira útil se você puxar "pra cima" (sub-expor a foto).

Quinto, e essa regra vale ouro: coisas bonitas geram fotos bonitas. Isso vale pra P/B, colorido, digital, etc...

Sexto: não percam oportunidades, mesmo que a foto saia uma porcaria...

Sétimo: posso ser crucificado, queimado vivo e degolado em praça pública pelos puristas, mas... tirar fotos com a máquina digital primeiro, pra determinar exposição e diafragma, apesar de ser o jogo mais sujo do mundo, a pior traição possível, é uma coisa que ajuda. Não fiz isso muito, mas vou fazer sem a menor vergonha das próximas vezes. (Isso tem altas chances de ter exemplos em breve).

Click, zzzzz.
(minha máquina)

Click, zzzzz, click, zzzzz, click, zzzzz.
(minha máquina, quando ALGUÉM esquece o botão apertado sem querer - e as fotos dela ainda saíram todas esucras - as três, claro... hehehe...)

4.1.08

A Força da Inteligência Humana

Isaac Newton e Albert Einstein foram grandes cientistas, não há dúvidas. A mecânica clássica e a teoria da relatividade são as coisas mais lembradas com seus nomes.

Acredito, porém, que suas maiores contribuições foram no campo social. Não é possível... tudo que é livro tem que citar um desses dois (ou os dois).

Estou lendo um livro de auto-ajuda (cujo título até dá vergonha hhehehe), onde há a seguinte citação:

"As Leis de Newton dizem que um corpo em movimento continuará a se mover na mesma direção até que a inércia seja superada por outras forças. Parece que nós também obedecemos a uma lei de inércia mental. Depois de começarmos uma atividade, continuamos nos movendo na mesma direção psicológica até chegarmos ao fim."
Os livros de auto-ajuda são realmente os melhores. :P

Já num site de investimentos em bolsa de valores (é, isso mesmo, bolsa de valores - que, por sinal, hoje foi uma tragédia, AAAAAAAAHHHHHH), temos a seguinte citação:

"Consta que Albert Einstein, o mais importante físico contemporâneo, dizia que a força mais poderosa do Universo não é a força da gravidade, mas, sim, a força dos juros compostos!"
Juros compostos?? Aí já é demais, né... Bom, a fonte tá aqui.

Eu, que tenho todos os dedos, e a voz normal, acho que tenho condições de evoluir um pouco mais nessa vida, não?

3.1.08

vamo que vamo...

feliz ano novo pra todo mundo aí...

23.12.07

Dica de natal do The Ultimate Nerd

Já que estamos em época de Natal, essa coisa linda e maravilhosa, aqui vai uma dica de música sensacional:

Luis Bordon - A Harpa e a Cristandade

O arquivo é um RAR, que é a mesma coisa que um ZIP, só que melhor. Vocês vão precisar do WinRAR para descompactá-lo.

O disclaimer é o de sempre: é só um link, não estou hospedando nada, não fui eu quem subiu o arquivo, eu podia deixar um link pro google e estou só facilitando as coisas, etc., etc., então divirtam-se, gravem o CD, feliz Natal pra todo mundo e é isso.

(Sugestão de texto para ser lido durante a primeira música, de preferência quando todo mundo já estiver alcoolizado: "E aproveite você também a promoção-relâmpago das Lojas Americanas: Tintura Koleston, de R$ 17,90 por R$ 14,90, só R$ 14,90, aproveite que é só nos próximos 15 minutos". Baixem que vocês vão entender. Obrigado, Juliano, pela sugestão.)

22.12.07

(deu merda)

ok, tem 50% de chance de ter dado merda... merda bonita...

"and wait for the ricochet.... uuuuhhh uuuuh uuuuuhhh aaaaaaahh aaaaah aaaahhh"...
(Deep purple - child in time)

não queiram saber o que foi...

Sorte que a troca do disjuntor (de 400 A) hoje foi calma.

Como eu sou amigo da Fran, e estou praticamente fazendo um investimento a longo prazo (ela vai me cuidar quando eu surtar), aqui vai uma CLARA EVIDÊNCIA de que as coisas não andam bem...

Fran diz (21:10):
já escutaste regina spektor?

Bruno diz (21:10):
não

(.......)

Fran diz (21:10):
ela é maravilhosa

Bruno diz (21:11):

romance? informação? que tipo de livro?

(.......)

Fran diz (21:11):
leste a palavra ESCUTASTE?

Fran diz (21:11):
hahaha

Bruno diz (21:11):
aaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Segunda-feira passada usei meus poderes de bruxaria pra tranqüilizar as coisas pro meu lado. Funcionou na hora, mas eu tenho que reprogramar umas sinapses pra funcionar pra sempre.

Mais um post-emo do cacete. Saco.

17.12.07

Theremin

Eu, que gosto dessas coisas anormais, decidi, faz um mês mais ou menos, que precisava ter um Theremin.

Obviamente a vontade aguda já passou, mas o acontecimento merece o relato.

O Theremin é um dos primeiros instrumentos musicais totalmente eletrônicos, cujo funcionamento é baseado em osciladores e detectores de proximidade.

Foi criado em 1919 pelo inventor russo Léon Theremin (Lev Sergeivich Termen), daí seu nome.

Ele possui duas antenas:

A da direita, vertical, controla a altura ou freqüência do som (mais grave ou mais agudo), sendo que a aproximação da mão deixa o som mais agudo.

A da esquerda, montada na horizontal, controla o volume (mais alto ou mais baixo). encostando-se a mão nesta antena, cessa-se o som.

Poucos músicos e intérpretes usam esse instrumento. Jean Michel Jarre é um deles. Pato fu, Rita Lee e Led Zeppelin também o exploraram algumas vezes. Depois disso, só mesmo essa gente excêntrica que, enfim, after all, não tem muita popularidade.

Uma vez compreendida sua maneira de tocar, as coisas são bem intuitivas, ao contrário do teclado ou piano, que exige uma coordenação motora superior (superior à minha, claro...), ou do (argh) violão, que não tem nada de muito óbvio na sua execução.

Pois bem, diante da sua elegante simplicidade, decidi que devia, ao menos, pesquisar seus preços.

Tive uma idéia: Por que não consultar as lojas de instrumentos musicais? Ahaaaa... Mas que idéia genial!!!

ONZE lojas foram consultadas, e os resultados foram lastimáveis. Lembrem-se da minha já consagrada teoria, de que se o vendedor entendesse do que está vendendo, não seria vendedor. (Obviamente, vou omitir nomes de lojas e vendedores.)

LOJA 1:

- Oi, bom dia, estou procurando um instrumento musical, o Theremin. Você tem?
- Ah... eu conheço... mas não vou ter...

Estou com sorte... primeira loja, o cara CONHECE o instrumento, mas não tem. E ainda me recomendou uma outra loja onde poderia ter.

LOJA 2:

- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Ah, não, amigo, vou ficar te devendo...
- Ah... beleza... mas você conhece esse instrumento?
- Olha... vou ficar te devendo...

Engraçadão... não conhece, né?

LOJA 3:

- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- (nervosamente) Não... não... não... não... não tenho...


LOJA 4:

- Loja tal, pois não?
- Um vendedor por favor?
(...)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece? (sim, eu usei essa mesma frase bastante, por conter a óbvia armadilha de saber se o cidadão conhece...)
- Não.. não conheço...
- Ele tem duas antenas, e você toca aproximando as mãos dessas antenas... funciona por interferência magnética das mãos... (NÃO É, eu sei, mas isso é a maneira mais fácil de descrever esse negócio para eles... SEM QUERER SUBJUGÁ-LOS, CLARO, mas eu já tava começando a ficar decepcionado/irritado/etc...)

Sim, nesse ponto, eu já estava TAMBÉM testando o conhecimento dos vendedores. Lamentável da minha parte, mas puxa, eu quero um Theremin!!!

LOJA 5:

- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não... não conheço... peraí um minutinho...
(passou para um vendedor)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Conheço sim, mas não tenho.

UFA... mas não tinha. Deu na mesma.

LOJA 6:

- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Sobre o que seria?
- Um instrumento musical chamado Theremin...
- Só um pouquinho... (telefone no mudo...) - Ele faz parte de qual instrumento?
(e sabe quando você sente a vista escurecendo?...)
- Ele É o instrumento.
- Só um minutinho, senhor...
- (outra pessoa) Pois não?
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Ahnmnh??
- Duas antenas... proximidade das mãos... campo magnético...
- Olha, senhor, acho que só em São Paulo... já ligou pra lá?
- Ok, eu ligo.

(ãhã!) - :P

LOJA 7:

- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Só um pouquinho, vou passar pra vendas... (deve ser uma loja de departamentos gigante, com milhares de setores...)
- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não...

(e mais um mico, descrevendo inutilmente uma excentricidade do gênio humano...)

LOJA 8:

- Bom dia, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Cara... já ouvi falar, mas não tenho não...
- Hum... e você sabe onde que eu posso conseguir?
- Ah, é um instrumento meio exótico, não vou saber lhe informar...

Gostei dessa. "Exótico". hum...

LOJA 9:

- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Não senhor, não conheço (com uma honestidade ímpar, que me fez até ficar envergonhado...) e não tenho nem fornecedor.
- Ok, obrigado...

É bom ter mais respeito com as pessoas, sabe?

Mas eu continuo querendo o Theremin.

LOJA 10:

- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- (risos) só um... só um minutinho... (com a mão tampando o microfone) Você conhece um instrumento "TEREMÍ"? ... Não, senhor, a gente não conhece... Talvez não com esse nome...

Eu mereço isso???

LOJA 11:

- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Qual instrumento que é?
- Theremin
- Só um minutinho, vou te passar pro dsçlfretisd...
- Alô?
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Como?
- The-re-min...
- Como que é esse instrumento?
- (Duas antenas, magnético, proximidade, bla-bla-bla)...
- Peraí, vou te passar pro setor de áudio.
- Alô? Pois não?
- Boa tarde, estou procurando um instrumento musical meio difícil de encontrar. É o Theremin. Você conhece?
- Como?
- The-re-min...
(idem diálogo anterior...)


Tudo bem que o Theremin é excêntrico, mas não é possível que tão poucos vendedores o conheçam. Será que estou exigindo muito???


Uma breve pesquisa na internet me levou ao seguinte site: http://www.theremin.com.br/

Eles fabricam um Theremin com o mesmo circuito elétrico do Moog "Etherwave". A fabricação é semi-artesanal e o custo é de R$ 700,00 em até três vezes.

O custo até não é o maior problema... a questão é que as minhas perspectivas de vida não incluem, nem de longe, um retorno decente para este investimento. E eu tenho um destino bem mais sério pra esse capital todo.

Bem, capacitores, resistores e circuitos integrados (dizem que) são a minha área. Será que eu consigo fabricar um Theremin?

14.12.07

sonhando acordado? ou simplesmente sonhando?

Hoje foi incrível.

Estava eu na cantina comendo alguma coisa quando, nessas discussões sobre dormir tarde (vide post anterior) um colega me pergunta: "Você acreditaria se eu te dissesse que nós estamos sonhando agora?"

Por um momento pensei que fosse verdade.

Foi, de longe, a pior viagem do mundo.

Pensei em tudo.

Tipo, imagine se fosse verdade...

Mas era verdade. Eu podia perfeitamente (ok, segurem as gargalhadas...) estar sonhando, e não ter me dado conta até aquele momento.

Um ataque de pânico. Um medo indizível (dos fantasmas, aqueeeeles hehehe), tentei me lembrar de que eu havia acordado cedo, dirigido até o trabalho, dito bom-dia pra recepcionista... mas quando eu me lembrei de que eu pensei, no caminho, que eu já estava fazendo aquilo tudo automaticamente, como quando a gente sonha, aí eu me desesperei.

Me convenci de que eu estava sonhando (ou projetado, desdobrado, como queiram), tentei sair voando, tentei me teleportar, tentei conversar telepaticamente com eles, mas nada disso deu certo. Não que isso tenha aliviado as coisas... mas evitou uma piora.

(Na verdade, eu não consegui por um simples condicionamento... a gente acha que tá acordado e daí não consegue, sabia?)

Obter a autoconsciência durante uma projeção é algo difícil. Mas quantas vezes temos essa percepção enquanto estamos acordados?

Se bem que, de que adianta, se hoje, quando eu me autoconscientizei, não tinha nenhuma maneira de saber se eu estava dormindo ou acordado?

As coisas estão muito confusas... vamos parar com isso. Tenham todos um bom dia, daqui a pouco.

(ai)

Pessoas sofisticadas me dão medo. E eu as reconheço pelo olhar. Quanta pretensão, hein?

Mas hoje aconteceu de novo.

Ok, vamos iniciar mais uma daquelas viagens intermináveis a respeito do ser-ou-não-ser-do-ser-humano. Quem não quiser ler, não perca tempo.

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Eu não entendo muito de desenvolvimento de software, e não gosto nada de comparar o comportamento humano com um programa de computador. E explicar coisas através de comparações às vezes é bom, mas às vezes é lamentável. Enfim, vamos lá:

O ser humano parece ter nascido com um framework social dentro da cabeça, um conjunto de ferramentas, a maioria de funcionamento inconsciente, que possibilitam sua devida interação social.

(Interação social, por sua vez, foi uma coisa que eu demorei pra aprender. "Aprender" não é bem a palavra... mas como eu não fui exposto suficientemente a outros seres humanos nos primeiros anos de vida, esse desenvolvimento teve que ser feito mais tarde - e bem tortuosamente.)

Mas o framework, bem ou mal, está funcionando. O desenvolvimento tortuoso me trouxe algumas características bem engraçadas. Dizem que a autoconsciência está associada à paranóia (aqui)...

A psicologia transpessoal, ponto nevrálgico para alguns paranóicos, questão tensa e controversa, me fez refletir sobre esse framework, aparentemente dado de graça a nós. Ou fruto da evolução, como queiram.

O framework está intimamente relacionado àquela história de que trocamos mais informações não-verbalmente do que verbalmente (do qual isto parecer ser efeito daquilo).

E hoje foi um dia bastante rico.

Vi pessoas com essa comunicação-meio-invisível bastante evidente. Estavam interagindo bem intensamente. Eram jovens e bonitas. Presumo que não tinham a menor noção disso tudo.

Vi também uma outra pessoa na qual isso parece ser nulo. E que também não tem muita consciência disso.

Interagi também com uma outra pessoinha que parece ter tudo isso meio distorcido. Mal de mulher bonita, sabe... acha que no mundo só tem pessoas boas e gentis.

Interagi, e este é o ponto alto do post, com uma pessoinha com aquele olhar misterioso que me paralisa. Aquele olhar que passa uma sensação de eterno mistério. Algo inalcançável.

Aconteceu outras vezes, e é horrível. É horrível mas é bom.

Essa interação foi subjetiva e inconclusiva. Ficou só nesse "talvez". Ficou só nesse nível inconsciente, mas que às vezes sobe à tona. Mas pode ter sido só uma atração visual.

Olhando de fora, essa coisa toda é algo que me encanta. E trazer essas informações ao consciente, pra mim, é uma verdadeira rasteira na graça de se viver; mas às vezes me traz uma alegria incomensurável.

Vamos abrir um parêntese: Recentemente troquei de óculos. E, claro, não se consegue, nesse mundo, fazer dois óculos iguais. Enfim, foi interessante notar que o processo da visão tem coisas que acontecem meio automaticamente. É como se a presunção de algumas verdades (como "o chão está embaixo", "a parede é aqui do lado", "as coisas estão sobre a mesa e não caem") criasse atalhos de interpretação que liberam o cérebro para outras interpretações de mais alto nível ("alto nível", no sentido de programação de computadores, ok?) E a troca de óculos me obrigou a me acostumar a ver as coisas de uma outra maneira. Quem tem astigmatismo (mas pode ser outra coisa também) freqüentemente relata que, com óculos, o chão fica meio inclinado, o teto fica mais alto/mais baixo, etc. o que obriga a pessoa a se acostumar a tudo isso, ou, reaprender a enxergar. Daqui podíamos ir para a plasticidade neuronial e pra neuróbica, mas aí iríamos nos perder.

De volta à divagação...

Esse framework (isso já tá ficando repetitivo...) parece ser um processo automático, que inclusive dispara reações hormonais (sim, sexo). Bem ao modo desse automatismo de visão aí em cima.

Levanto aqui uma hipótese: A ausência ou distorção desse framework seria a causa de algumas depressões?

Como eu acho que ninguém vai ler até aqui, então eu vou ser mais claro: Tem essa história de que "se o fulano cruza os braços, é por causa disso", "se o beltrano faz assim com a mão, é por causa daquilo". Tem vasta bibliografia sobre isso, a qual eu me recuso a relatar.

Se o framework está funcionando, a pessoa se encaixa socialmente de maneira bem boa, se veste direitinho, interage legal com os outros, se torna uma pessoa sociável e tudo mais... e aí entra Freud e a história da libido, dos desejos e tal. Se o framework não funciona, os hormônios não são liberados, os neurotransmissores não funcionam, e as vontades não se manifestam. E a depressão se manifesta.

Só que, porra, já são 2h40 e eu tenho que dormir URGENTEMENTE.

Amanhã quem sabe eu continuo essa viagem com alguma conclusão decente.

Estou decifrando um enigma começado há uns 5 anos. É uma música. Um compositor, na verdade. E é simplesmente encantador. Mas isso envolve uma pessoa com um certo mistério no olhar, uma incrível sofisticação... vamos parar por aqui.

13.12.07

post-emo

1. Esses dias frios estão me deixando meio pesaroso.

2. O filme "Borat" parece ter sido baseado em fatos reais... pessoas reais... situações reais... porque não é possível, viu...

("quem" falando, né...)

10.12.07

AERO

Poucos CDs me deixaram tão feliz quanto este.

"For AERO, I wanted to revisit in 5.1 some existing tracks in order to give them that space I had imagined when I originally composed them (...)"

"All of the existing tracks in AERO have been performed with the original instruments, re-recorded and spatially arranged for this new dimensional sound experience without betraying their very essence."

Nada de letras, nada de imagens, nada além do essencial. E na sua melhor forma.