2.2.20

mais um dia palíndromo

Ok, isso é uma espécie de esporte típico dos nerds: ficar procurando dias palíndromos, só pra encher a paciência dos outros.

E hoje é um desses dias: 02/02/2020.

Figura 1 - O Word Art mandou lembranças...

Se for lido de trás pra frente, vai dar a mesma coisa.

"Pretty silly", obviamente, pois depende que o formato de escrita do número do mês e do dia sejam com dois algarismos.

Claro, quem quiser encher o saco dos outros com alguma hora palíndroma, pode aproveitar que o dia está só no começo, e mandar uma mensagem só para acordar a pobre vítima no meio da madrugada.

Bom dia palíndromo a todos!

P.S.: ando achando tanta coisa retrô de computador na internet que está dando muita vontade de postar mais conteúdo.

4.7.19

mais uma daquelas dúvidas linguísticas

Por que as pessoas usam o pretérito imperfeito para relatar seus sonhos, e não o pretérito perfeito?

Fig. 1 - Komm her, ich kann den Zaubertrick, je fais des rêves en plastique

Isso é uma dessas estranhas unanimidades invisíveis da comunicação.

É tipo "eu entrava no avião e ele saía voando", ao invés de "eu entrei no avião e ele saiu voando".

Alguém tem alguma ideia?

Outra coisa: como é isso em outras línguas? Alguém sabe se as pessoas usam tempos verbais específicos para relatar sonhos? (ou qualquer outra peculiaridade linguística...)

11.12.18

Um remédio, por favor.

Eu realmente não sei mais o que escrever nesse blog.

Entra ano, sai ano,  renovo o domínio, prometo a mim mesmo que dessa vez eu vou escrever mais... só que nada.

Talvez seja a idade mesmo.

Hoje cedo minha glicemia em jejum deu 103.

Figura 1 - Quando todas as imagens "royalty free" que você encontra possuem, na verdade, alguma restrição de uso, você mesmo tira sua própria foto de "açúcar" para ilustrar seu post.
"Mas Bruno, você é diabético?"

É isso que eu quero descobrir.

O refil da minha maquininha estava vencido. Suspeitei que os resultados estavam errados.

Aí comprei outra maquininha de medir a glicemia. Agora eu tenho duas maquininhas de medir a glicemia.

E os resultados do dia, além de não estarem tão elevados assim, estavam muito parecidos entre si.

Acho que não sou diabético. Sou hipocondríaco.

Alguém tem algum remédio para a hipocondria?

27.5.18

Edit: algumas coisas eu sempre repito, outras eu sempre corrijo

"Bruno, você tem cara de que ainda usa o Winamp no computador."

Sim, eu ouvi isso.

Sim, eu uso isso.

It really whips the llama's ass!!!

O Windows 10 é muito bom na minha opinião, mas o player de áudio e o visualizador de imagens deles são só um "pelo menos".

Winamp e XnView ainda são meus prediletos.

A propósito, o que andam usando por aí atualmente?

21.2.18

12.2.18

Not so high! Not so high!

Eu tenho essa minha foto oficial que já me acompanha faz uns 15 anos. Mais detalhes sobre ela nesse post do meu outro blog.

Ela está em todas as minhas redes sociais e aplicativos de comunicação.

Aí comentaram comigo que pareço o menino do filme do ET nela.

Ou o próprio ET, não lembro.
Figura 1 - o ET levando o Elliot para passear
Acabo de assisti-lo novamente pela Netflix.

O Elliot, com aquela "cara de certeza" ao longo do filme, é fantástico!

Fora isso, eu nunca assisti um filme tão incômodo na minha vida.

Crianças fumando em casa, dissecando rãs na escola, a mãe num estado de alienação completa, agentes do governo bisbilhotando sua vida... todas aquelas atuações improváveis... tudo isso faz o extraterrestre parecer a coisa mais normal do mundo. Com bicicleta voando, nave espacial e tudo.

Desisto desse mundo. Cadê minha espaçonave?

5.1.18

até tu, Jarre?

Jean Michel Jarre, o músico francês que sempre esteve na vanguarda da música eletrônica, entrou numa viagem que não anda me agradando nada.

Desde que lançou "Téo and Téa" (tenho um post sobre isso) ele se enveredou para o lado do gênero rave, trance, etc., e, pra mim, ele perdeu sua essência, aquela coisa autêntica do mundo do computador e do sintetizador... aquele futurismo retrô... aquela coisa inequívoca que sempre se pôde chamar de "Jarre".

Agora ele vai participar do festival Coachella, executando as músicas do álbum "Electronica". Nada mais apropriado para o festival, mas nada mais inapropriado para seu próprio legado.

É como se ele tivesse ultrapassado uma linha imaginária que divide "nós" dos "outros". E essa linha não tem volta.

9.9.17

o fotolog voltou

Esses tempos o fotolog tinha fechado de vez, vide meu outro blog.

Aí voltou... essa semana.

Com muita ansiedade, fui visitar blogs de pessoas e salvar algumas fotos.

A maioria das fotos dos meus amigos é da década passada, e é interessante notar "o que se entende por foto de fotolog" a cada tempo.

Eu não sei se estou com as melhores referências pra opinar, mas parece que antigamente (tão legal escrever "antigamente") as pessoas postavam fotos mais artísticas e experimentais, e atualmente, mais pessoais e sociais. (A parte do "atualmente", no caso, é através do instagram, que tem o mesmo papel social que o fotolog, digamos.)

Exceto esse doido que vos fala, que só sabe tirar fotos fazendo cornholio. Vide.

12.6.17

nove anos de bolsa de valores

Nunca fui muito diligente com meus negócios na bolsa de valores. Tenho lá uns trocados e nada mais.

Mas vejam este trecho de email:

Bom dia Bruno

Com relação a bolsa, esta semana estamos sem indicadores de grande importância para sair la fora. 
Graficamente falando, o índice bovespa está oscilando dentro de uma área de congestão onde 60.000 é o suporte e 64.000 é a resistência, se romper o suporte dos 60.000, encontramos um suporte nos 58.000.
Então o que eu posso te dizer é que a bolsa pode cair mais, visto que o mercado pode entrar em recessão. Mas se for comprar algo, eu indicaria as blue chips, que estão em bom patamar de compra e se recuperam fácil.

E aqui um trecho (levemente modificado) de uma renomada casa de análises econômicas:

Se ficarmos sem coisas novas da Lava Jato, poderemos ficar muitas semanas oscilando entre 62 e 64 mil pontos.

O problema é que entre os dois há um espaço de nove anos e meio.

Nove anos e meio!

O que aconteceu com esse país??? Considere ainda que nesse meio tempo ele chegou aos extremos de 31250 e 72767 pontos. 

Será que tá certo isso???

23.3.17

Por que o post da computação quântica?

Eu nunca faria, sem uma motivação externa, um post sobre computação quântica nesse blog.

Não que fosse um tema longe do meu interesse. O fato é que estou fazendo (tentando fazer) uma nova graduação, e uma das atividades solicitadas era fazer um blog, e fazer nesse blog um post sobre computação quântica.

Oras... esse meu orgulho de blog, que já tem quase doze anos de idade... seria um lugar mais do que apropriado para esse post!

E aí está. Fiz essa pesquisa (meio às pressas, é verdade), coloquei algumas ironias (nunca deixaria sem!), e... passei na referida matéria.

Quanta coisa boa!

A graduação em questão é de tecnólogo em análise e desenvolvimento de sistemas, na faculdade Unit. A modalidade do curso é 100% EAD.

Vamos ver no que vai dar... a esperança é grande!

11.1.17

O que é computação quântica?

Foi-me proposta a seguinte atividade: pesquisar sobre a computação quântica.

Vejamos um vídeo:


Portanto, a computação quântica é o ramo da computação que se utiliza de fenômenos e efeitos da física quântica para resolver problemas que demorariam milhões de anos para serem resolvidos, certo?

Fantástico!

Que fenômenos e efeitos são esses?

De maneira bem ampla, a mecânica quântica incorpora os seguintes quatro tipos de fenômenos:


  • Quantização de certas propriedades físicas (a carga elétrica é a mais ingênua de todas);
  • Entrelaçamento quântico (imagine duas ondas (ou partículas) entrelaçadas: se você muda a polarização de uma delas, a outra muda também. Mesmo a anos-luz de distância. Não me pergunte como.);
  • Princípio da incerteza (imagine um gato dentro de uma caixa... com uma ampola de gás venenoso... e que tem 50% de chances de ter se aberto... então: o gato está 50% vivo e 50% morto. Não me pergunte como.);
  • Dualidade onda-partícula (essa é linda: imagine um fóton. Imagine que ele pode se apresentar como uma onda de luz (apresentando fenômenos de interferência) e como matéria, possuindo momento linear. Pois bem: isso acontece.).
O princípio da incerteza é o mais infame de todos, na minha opinião. É a questão do gato acima, o gato de Schrödinger. Pelo paradigma da física quântica, a situação do gato se define com a observação do ser humano. 

E isto nos conduz à questão do entrelaçamento: se duas partículas estão entrelaçadas, a observação de uma delas muda a característica controlada da outra delas, instantaneamente. Mesmo a anos-luz de distância. 

Com isto, cria-se o sofisma (por favor, me corrijam, senhores físicos!) de que a informação viajou numa velocidade superior à da luz.




Vamos a uma pergunta um pouco mais prática?

Que problemas um computador quântico pode resolver?

Sei que minhas fontes não são as mais reputáveis, mas vamos lá:

Todas as respostas consultadas se parecem com o conto do Lima Barreto "O Homem que Sabia Javanês": promessas de um mundo lindo, com problemas resolvidos, pessoas felizes e gatos que nunca caem.

Primeira resposta: https://www.quora.com/What-can-you-do-with-a-quantum-computer/answer/Allan-Steinhardt

Essa resposta do site Quora (talvez tão infame quanto a Wikipedia enquanto fonte científica) fala em problemas dificílimos da matemática, em que um computador quântico, se existisse, teria tudo resolvido em 10^100 vezes mais rápido, em média.

A próxima resposta (https://www.quora.com/What-can-you-do-with-a-quantum-computer/answer/Vishwas-Shukla-3) é um pouco mais pé-no-chão. Lista o seguinte:


  • Decriptografia instantânea de mensagens secretas;
  • Procura instantânea em bancos de dados imensos;
  • Previsão do tempo acurada;
  • Desenvolvimento de novos medicamentos (fruto da simulação de ligações químicas entre átomos);
  • Roteamento de tráfego mais eficiente;
  • Melhoria de inteligência militar;
  • Viabilização de criptografia quântica (inquebrável?);
  • Desenvolvimento do conhecimento do espaço;
  • Machine learning e automação;
  • Dobramento de proteínas (protein folding);
  • Compressão de vídeo
Bom, isso sim são aplicações reais da computação quântica.

Já houve algum problema resolvido por computação quântica?

Excelente pergunta!


"sim e não"

... como bem convém a um computador quântico.

(A academia que me desculpe, mas essa piada foi por minha conta...)

O problema era encontrar o nível de menor energia em aminoácidos e interações, o que corresponde à maneira mais econômica de dobramento de proteínas (que é o que a natureza invariavelmente faria). O computador utilizado foi o D-wave 1.

Pois então:
"According to the researchers, 10,000 measurements using an 81-qubit version of the experiment gave the correct answer just 13 times."
Sem mais por hoje, ok?

24.3.16

O fotolog está fechando

Figura 1 - Mensagem de encerramento do fotolog
Gente, o legendário site fotolog está anunciando seu fechamento.

Figura 2 - Desculpe, eu não ia deixar de usar essa foto! ;)

Realmente, sinal dos tempos. Um dos poucos sites que ainda sobrou das antigas está encerrando suas atividades.

O endereço do meu fotolog é/era: http://www.fotolog.com/theultimatenerd/

A primeira foto é datada de 25 de agosto de 2003. A última é de hoje: 24 de março de 2016.

Até hoje, são 12 anos, 6 meses e 28 dias (e contando, até quando aguentar).

Se considerar que o site de hospedagem de páginas "Geocities" acabou em 2009, até que o fotolog foi bem longevo.

Bom, lá no fotolog tem uma postagem especial de encerramento. A foto é a mesma acima. Fica aí para o registro. É uma foto emblemática.

Figura 3 - A última postagem
Talvez eu arranje um jeito de colocar as fotos do fotolog em algum lugar por aí. Eu sou todo cheio dessas coisas, vocês sabem. E não me sugiram o instagram, ok?





21.10.15

De Volta para o Futuro - Parte 1

E hoje foi o grande dia!


Hoje foi o "dia do futuro" no filme "De Volta para o Futuro - parte 2".

O filme (a parte 1) foi lançado em 1985. Eu tinha meus miseráveis 8 anos de idade e não lembro nem quando que eu o assisti. Obviamente, na TV aberta, o que deve ter sido uns 2 anos depois de lançado. Enfim, é irrelevante. Eu era pequeno e me encantei com o filme.

Tudo que eu queria, no futuro, era trabalhar como cientista em algum lugar legal, usar jaleco branco, e numa sala escrito "laboratório" na porta.

Esse sonho eu já realizei, há alguns anos, quando trabalhei com células a combustível com um ex-colega e grande amigo da faculdade. Nada mal, hein?

Os meus esforços e os esforços do acaso acabaram me levando a trabalhar como engenheiro de uma empresa bem grande, num lugar que, em alguns momentos eu comparei a um exílio, mas que não tem nada de tão ruim, e que eu aprendi a gostar das partes boas, e encher o saco de todo mundo que está perto por causa das partes ruins.

Meu dia hoje foi surreal.

Cheguei muito mais cedo que de costume no trabalho. Todo mundo se espantou (óbvio), e eu expliquei que hoje era o dia do filme, bla bla bla, e que, na verdade, acordei atrasado como de costume, peguei a máquina do tempo, e cheguei bem cedo por lá. Ninguém se espantou muito com essa explicação. Era para eles darem risada! Oras!

Lá no refeitório, na hora do café (sim, tem isso), reparei em como esse mundo é surreal... mais que eu.


  • A nutricionista estava com um jaleco azul claro, uma calça dessas de moda duvidosa, bem folgada e colorida, e com alpargatas. Sério, parecia que estava de pijamas.
  • Uma técnica de lá tem o hábito de falar sozinha quando está almoçando, e até de gesticular. Os outros dizem que ela é estranha... mas eu não acho. Não por esses motivos. Afinal, eu também faço isso às vezes. Essa menina deve ser muito legal, mas eu nunca consigo conversar com ela.
  • Chegou depois um colega desses que gosta de conversar assuntos chatos. Ele encheu muito o meu saco. Nada de aceleradores de partículas, vida em outros planetas... nada disso. Por que as pessoas não curtem esses assuntos, que são verdadeiramente sérios???
  • Tem uma outra colega lá que, de tanto que fala, chega a NARRAR o que está falando. Gente, ela fala demais.


O plano para hoje é assistir pelo menos um dos filmes com uns amigos daqui.

E vocês? O que me contam? Deixem seus comentários!


1.7.15

A capa do Equinoxe é 3D!

Gente, vocês não imaginam minha emoção!

Essa é a capa do álbum "Equinoxe", de Jean Michel Jarre:

Figura 1 - Capa do álbum "Equinoxe", de Jean Michel Jarre


Pois bem, nesta noite de insônia, "Equinoxe 5" começou a ressoar no meu cérebro, e o Youtube veio em meu auxílio.

Observando a ilustração (a capa), me veio à mente aquele livro "Olho Mágico", e decidi testar se funcionava, aplicando o método convergente de visualização de estereogramas.

E não é que funcionou???

Nossa, gente, é fantástico! Os meninos azuis estão tipo numa plateia MESMO!!! Com um efeito de profundidade fantástico! O estereograma é perfeito!

Fiz algumas pesquisas no site de buscas, e aparentemente só uma outra pessoa no mundo publicou isso na internet.

Vamos lá, tentem. Os olhos devem ser levemente convergidos (ficar vesgo mesmo, mas um pouquinho só), tentando fundir dois bonequinhos em um só. Essa ilustração é do tipo "cross-eyed".

Tentem com os maiores, da parte de baixo da imagem. A coisa é assustadora!!! Uma plateia de bonequinhos azuis TE OLHANDO!!!

~o~

"Equinoxe" foi lançado em 1978, e a capa foi desenhada por um artista gráfico francês chamado "Granger Michel".

Segundo a Wikipedia (Autostereogram), os estudos sobre estereogramas começaram no século retrasado (19), mas a coisa só se desenvolveu na década de 70.

Só que aparentemente o Sr. Granger Michel não desenvolveu arte em 3D... mesmo assim, quero acreditar que isso tenha sido proposital, o que torna esses dois artistas ainda mais fantásticos!

Se alguém souber de algo, por favor, deixe um comentário.


5.3.15

as músicas em questão

(Eu escrevia muita besteira nesse blog. Sério.)



A referida compilação de 40 músicas chegou só nas 25... e dessas, as únicas que não me fazem passar (tanta) vergonha são essas nove:

Buena Vista Social Club - Chan chan
The Gathering - Eléanor
Ritchie - Wichita Lineman
Alcalóides - A Bomba
The Doors - Riders on the Storm
Led Zeppelin - Kashmir
Jean Michel Jarre - Arpegiator
Jean Michel Jarre - The Overture
Jean Michel Jarre - Equinoxe 3 (do CD Aero) (que é a música mais bonita do mundo)

Tem três do Jarre porque eu pleiteei essa ressalva.

E nada do Pink Floyd?
Nada. Para mim, as obras deles são para serem ouvidas numa pegada só, em sequência. E se não pode tudo, não vai nenhuma. (A bem da verdade, com Jarre ocorre o mesmo, mas com algumas exceções.)

Nada da Enya?
Nada, mas na segunda edição eu vou abrir algumas exceções.

A propósito: deem-se de presente fones de ouvido bons. O mundo parece que fica até melhor.

3.3.15

relendo...

Andei relendo postagens bem antigas deste blog.

Definitivamente ele era mais divertido. Aliás, EU era mais divertido.

Será que a gente vai ficando chato quando vai envelhecendo?

Amanhã vai ser um dia chatíssimo no trabalho.



Esses tempos fui chamado a fazer uma compilação das minhas 40 músicas preferidas, para ouvir com essas pessoas em viagens - com a ressalva de que não poderia repetir artista/compositor/etc.

Na verdade, era uma salvaguarda para eu não encher de músicas do Jean Michel Jarre, ou da Enya.

Sabe o que é? Essa gente aqui é muito coisada, e não curte música sem letra, sem alguém cantando.

Oras... Hunf.


2.3.15

"dir" + enter

Esses dias peguei uma caixa de disquetes lá no trabalho. Era de uma colega, e ela ia jogar tudo fora. (É incrível a negligência com a qual as pessoas tratam sua própria história.)

Peguei os disquetes e copiei para o computador, usando um drive de disquetes USB, uma espécie de relíquia particular.

Figura 1 - Um drive de disquete e alguns disquetes de 3,25"

Para copiar, comecei usando o Windows Explorer, o que se revelou inviável, já que esse sistema operacional de agora insiste em ler os arquivos todos, mesmo que seja para apenas apresentar seus ícones na tela. A 500 kbits por segundo, é inviável sim. Não é tão lento quanto, por exemplo, um modem de 2400 bps, mas é lento sim.

Aí resolvi apelar para o "DOS".

O que se seguiu foi estarrecedor: além da velocidade que o processo todo tomou, a facilidade como meus dedos criavam pastas e listavam o conteúdo dos disquetes foi uma surpresa deprimente: parece que eu voltei uns 20 anos no tempo, época em que eu achava o máximo andar com um disquete marcando a página da agenda do colégio.

É foda olhar pra essas coisas que insistem em não sair das nossas cabeças.

11.1.15

A mente do meu cachorro

Recentemente, visitando minha terra natal, resolvi fazer (repetir) uma experiência cognitiva com o nosso cachorro.

Nosso cachorro

Realmente não dá pra entender direito o que tem dentro da mente deles. Nem da minha, mas isso não importa.

Foi assim: pegamos um objeto pelo qual ele demonstrava interesse (era uma casca de árvore, mas isso também não importa), sentei no chão, e, com ele a uma certa distância, coloquei o objeto vagarosamente sobre a minha cabeça.

Ao retirar a mão da cabeça, o olhar dele seguiu a minha mão, e não minha cabeça, o que lhe provocou um grande espanto, já que ele julgou que o objeto desapareceu misteriosamente.

Ao ser ordenado para pegar o tal objeto, ele rodou um grande perímetro em volta, sem conseguir encontrá-lo. (Na verdade, conseguiu, por um insistente auxílio do meu pai, o que me provocou um certo banho de saliva canina).

Das duas, uma: ou ele tem um sério problema cognitivo (pouco provável), ou todos os cachorros têm uma impossibilidade nata em entender esse tipo de coisa (mais provável, pois já é o segundo cachorro que produz esse resultado nesse teste).

Desta forma, conclamo todos os proprietários de cachorros que, por favor, repitam essa experiência, e relatem seus resultados nos comentários.

Grato.

PS: Aos atenciosos, foto de fato foi tirada com uma câmera instantânea.

13.12.14

Minha audição bizarra

Recentemente aconteceu uma coisa surreal com minha audição.

Figura 1 - Não há orelha melhor para ilustrar esse post

Um belo dia, assoviando uma música, notei que, ao assoviar uma determinada nota musical, meu ouvido esquerdo ouvia simultaneamente outra nota, um pouco mais aguda.

Eu juro para vocês que isso é verdade.

Não houve nada que justificasse tal fenômeno, como ruído muito alto, pancada na cabeça ou infecção. Nada.

Fiz diversos experimentos usando fones de ouvido e aplicativos de celular que geram ondas sonoras.

Concluí que os tons entre 1300 Hz e 1500 Hz faziam aparecer em meu ouvido esquerdo um tom de 1500 Hz.

Figura 2 - Gráfico da minha audição entre 1kHz e 2 kHz, durante o fenômeno

O mais curioso é que não ocorria o fenômeno do batimento, que ocorre quando ouvimos sons de frequências próximas. Tampouco tive problemas de equilíbrio.

Desta forma, tudo leva a crer que as conexões elétricas da minha cóclea tiveram algum curto-circuito.

O fenômeno era bem perceptível quando eu gerava uma varredura de som que abrangesse essas duas frequências em questão. Era mais fácil de perceber no caminho descendente. No caminho ascendente, a percepção era menor.

O seguinte fenômeno foi o mais surreal de todos: Ao passar a mão pelo pavilhão auditivo direito, aparecia também o tom fantasma no ouvido esquerdo. Eu não saberia explicar isso direito, mas suponho que, na ocorrência de som em um dos lados, a transmissão de som pelos ossos da cabeça gera uma expectativa de uma parcela do mesmo ruído (filtrado, defasado, atenuado) no ouvido do outro lado. (Para quem entende um pouco da psicoacústica, sabe que o senso de direcionalidade não é simplesmente "o som mais alto de um lado, e mais baixo do outro lado". A coisa é SUPER mais complexa: envolve defasagens e atenuações seletivas, difíceis de serem modeladas.) Aí, o ruído até aparecia do outro lado, mas o curto-circuito tratava de redirecionar tudo para os 1500 Hz.

Antes que as gracinhas perguntem se não havia um bicho, ou mesmo muita cera dentro do meu ouvido, a resposta é negativa.

Pensei em fazer uma consulta, mas já pensaram na vergonha? O/a médico/a iria rir da minha cara. Na verdade, eu até vou me consultar uma hora dessas. Vai dar um excelente post.

Por fim, o tal fenômeno foi embora.

Acredito, com bastante razoabilidade, que meu ouvido sofreu uma readaptação (ou, melhor, o cérebro), nestas frequências, motivado principalmente pela questão de os ruídos da cabeça atingirem os ouvidos simultaneamente, e aí alguma estrutura cerebral que se encarrega de fazer o pré-processamento da audição, deve ter se adaptado ao novo perfil espectral.

Parece haver uma leve atenuação no intervalo de frequências mencionado (1300-1500 hz) no ouvido esquerdo, mas é muito tênue.

Se alguém tiver alguma informação sobre o que aconteceu, por favor, utilize os comentários. Eu fiquei numa grande agonia.

EDIT: Eu até sou um desligado completo para algumas coisas, mas nesses fenômenos dos sentidos humanos eu presto muita atenção. Por exemplo: não teve nenhum óculos até hoje que me agradou de primeira. A impressão que dá é que os óticos fazem óculos como quem faz cocô. Quanto à audição, isso deve ser algo que os médicos chamarão de "zumbido", sem maiores explicações (porque vai ser difícil convencer alguém que é virose).

12.12.14

A memória sobrevive? (parte 2)

Em 25/10/2008, a seis anos atrás, eu escrevi um post (clique aqui) em que eu acenava com a possibilidade do fim do email.

A verdade é a seguinte: naquela ocasião, eu havia sonhado com a cena descrita no post, e procurei uma reportagem qualquer que embasasse a mesma.

De lá pra cá, o Facebook ganhou força, o Orkut desapareceu, e o email simplesmente continua existindo.

Isso torna o post uma mentira?

Não interpreto assim.

As pessoas continuam trocando emails, mas o volume de mensagens através de outros meios -- a mensagem do Facebook e, o mais importante, o Whatsapp, algo simplesmente impensável naquela época -- é incomparavelmente maior.

Acho que quem mais tem méritos aqui é o Kodi, que, nos comentários, prenunciou o futuro da seguinte forma:
Acabar em 5 anos? Duvido!Só se substituírem por outra coisa com nome diferente, mas mesma função. Aposto mais em ferramentas integradas estilo celular com câmera, video-game, etc. Já estão misturando mensagens de cel com mail, mas ainda continua sendo um mail.

Kodi, você foi eleito o futurólogo deste blog.

Qual será a próxima revolução mundial?